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EMMANUEL
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Figura Física Segundo relatos, Emmanuel tem um porte atlético. Em 1953, ao fazer uma aparição durante sessão de materialização comandada por Chico Xavier, o espírito apresentou-se com o seu 1,90m de altura e tórax largo. Dono de uma voz clara e forte, trazia na mão direita, erguida, uma velha tocha acesa. |
Abaixo, a transcrição do texto retirado do jornal O Globo do dia 21 de outubro de 1972.O primeiro contato de Chico Xavier com Emmanuel foi em 1931. Buscando um refúgio tranqüilo para meditar e orar, o médium vai até o açude, situado nas proximidades de Pedro Leopoldo, e lá depara-se com a figura imponente de um ser vestido com túnica típica dos sacerdotes.
Era Emmanuel, que se apresentou dentro de uma cruz que emitia reflexos dourados, explicando que o acompanhava, o tutelava, há muito tempo:
- Tenho seguido os teus passos, e só hoje me vês, na tua existência de agora,
mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos
da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração
tem suas raízes na noite profunda dos séculos.
A aparição de Emmanuel tinha, entretanto, um objetivo determinado: o de fazer com que Chico iniciasse um longo trabalho de psicografia de textos espíritas.
Para isto, o espírito lhe fez algumas exigências:- Está mesmo disposto a trabalhar na mediunidade?
- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem.
- Você não será desamparado, mas para isto é preciso que trabalhe,
estude e se esforce no bem.
- O senhor acha que estou em condições de aceitar o compromisso?
- Perfeitamente, desde que respeite os 3 pontos básicos para o serviço.Diante do silêncio do desconhecido, Chico indagou:
-Qual o primeiro ponto?
- Disciplina.
- E o segundo?
- Disciplina.
- E o terceiro?
- Disciplina.Chico concordou com as três exigências, mas Emmanuel ainda iria lhe indicar novos procedimentos:
- Temos algo a realizar. Trinta livros para começar.
Tal exigência, entretanto, assustou Chico. Trabalhando como caixeiro no armazém de Felizardo Sobrinho, ele mal tinha condições de sustentar os 14 irmãos, já que seu pai era um simples vendedor de bilhetes de loteria. Como, então, escrever e publicar 30 livros se nem dinheiro para comprar papel e lápis tinha?
Emmanuel tranqüilizou-o:- Os livros chegarão por caminhos inesperados.
Após este primeiro contato, Emmanuel passou a ter uma relação muito estreita com Chico Xavier. Foi responsável pela produção, através do médium, das mais variadas páginas sobre os mais diversos assuntos. Assumindo a posição de guia espiritual, orientou-lhe os passos, exigindo-lhe sempre uma postura austera.
Encarnações
O primeiro contato que Emmanuel fez com os espíritas aconteceu no século passado, quando Allan Kardec publicou o Evangelho Segundo o Espiritismo.
Nesta obra, Emmanuel envia mensagem sobre o egoísmo, que pode ser encontrada no capítulo Amar o Próximo Como a Si Mesmo.
Depois a notícia que se tem é que Emmanuel foi a reencarnação
do Padre Manoel da Nóbrega.
Reforçando esta tese, Chico relata, com riqueza de detalhes e veracidade histórica, missa realizada por Manoel da Nóbrega:
"Ao celebrar a primeira missa, na manhã de 29 de agosto de 1553, no alto do Inhapuambuçu, hoje Pátio do Colégio, região central de São Paulo, o eminente padre Manoel da Nóbrega foi visitado pelo apóstolo São Paulo, que lhe apareceu nimbado de intensa luz.
Redivivo, o amigo da gentilidade apontou-lhe as campinas cincunjacentes e lhe pediu fundasse no planalto piratiningano uma cidade, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se estabelecesse sobre as quatro colunas básicas do cristianismo: amor e fé, trabalho e instrução".
No livro Há 2 mil Anos, psicografado por Chico, o próprio Emmanuel conta a sua encarnação como Publius Lentulus, senador romano que se tornou governador da Judéia na época de Jesus.
Morreu em Pompéia durante a erupção do Vesúvio. Durante toda a sua vida, Publius teve um único contato com Cristo, quando foi observar seus milagres, por curiosidade.
A partir dessa aproximação, o senador fez uma descrição da aparência de Jesus, que consiste no único documento reconhecido pela Igreja Católica.
ANDRÉ LUIZ

Espírito de identidade não revelada, que escolheu o nome de um dos irmãos
de Chico Xavier para apresentar-se, André Luiz revela nos livros a sua
experiência no mundo espiritual, desde o momento em que
desencarnou até o seu trabalho como orientador atual.Médico em encarnação que precedeu as psicografias, André Luiz inicia seu relato em Nosso Lar, grande campeão de vendas dentre as obras de Chico Xavier
(já foram comercializadas mais de um milhão de cópias desse livro)
descrevendo sua passagem para o outro plano, reconstruindo com detalhes
todo o trajeto feito, desde que ingressou num túnel escuro e apavorante,
onde era perseguido por espíritos das trevas que o chamavam de suicida.
Sem ter se matado, André Luiz fica, durante muito tempo, sem entender
o motivo da acusação, até que um espírito superior o esclarece que,
por ser fumante, era visto pelo plano espiritual como alguém que,
mesmo inconsciente, havia retirado a própria vida.
Além do relato de suas experiências após a morte do corpo físico, encontradas em 16 livros da série Nosso Lar, André Luiz ainda tem mais quatro volumes, dedicados ao campo biomédico, além de outras publicações.
Por sua familiaridade no trato deste tema, muitos acreditam ter sido ele
o grande cientista Oswaldo Cruz, irradicador da febre amarela nos Estados do
Rio de Janeiro e São Paulo; mas há quem aponte Carlos Chagas
como última encarnação que ele teve.
HUMBERTO
DE CAMPOS ( Irmão X)
Humberto de
Campos passou a se identificar como Irmão X, nos textos psicografados,
após
sua viúva e seus filhos terem movido ação, pleiteando
na justiça uma manifestação preliminar capaz de justificar
uma outra ação, visando o recebimento dos
direitos autorais,
relativos às obras mediúnicas recebidas através de
Chico Cândido
Xavier, com a assinatura do escritor.
A ação virou notícia nos grandes jornais da época e provocou acirrada discussão sobre se seriam realmente de Humberto de Campos os textos recebidos pelo médium mineiro.
Muitos entraram
no debate. O escritor Mário Donato assinou artigo no jornal
Estado de São
Paulo, no dia 12 de agosto de 1944, no qual dizia:
"Ou se aceita
Humberto subsistindo no outro mundo
ou se aceita
Chico Xavier valendo por um Humberto
e mais meia
dúzia de cérebros arquiprivilegiados".
A polêmica
encontrou um ponto final quando foi proferida sentença judicial,
que entendia
que os direitos da pessoa acabam após a sua morte,
tornando improcedente,
assim, ação movida pela família do escritor.
Quando encarnado, Humberto de Campos escreveu 42 livros, além de Histórias Maravilhosas para crianças, editados pela revista Tico-Tico. Nasceu no Maranhão, no dia 25 de outubro de 1886 e desencarnou no Rio de Janeiro, a 5 de dezembro de 1934.
Jornalista e
escritor, era respeitado nos meios intelectuais e ingressou na Academia
Brasileira de Letras. Quando encarnado, já havia aderido ao Espiritismo.
MEIMEI
Meimei é
uma expressão chinesa que significa "Amor Puro" e que foi dada
por apelido
por Arnaldo Rocha à sua esposa Irma de Castro Rocha.
Nascida no
dia 22 de outubro de 1922, em Mateus Leme, em Minas Gerais,
ela desencarnou
em 1° de outubro de 1946, antes de completar 24 anos,
vítima
de um ataque de nefrite crônica, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Quem conviveu
com ela atesta que foi criatura caridosa e sempre pronta a auxiliar
os que sofriam,
através de uma palavra consoladora ou de ajuda financeira.
Apesar de pouca
idade, preferia uma boa leitura aos divertimentos, o que,
entretanto,
não impedia de estar sempre alegre e feliz.
Modesta, nunca
se vangloriava de suas qualidades pessoais
e da grandeza
de seu coração.
AUTA DE SOUZA
Poetisa, Auta
de Souza nasceu em Macaíba, pequena cidade do Rio Grande do Norte,
no dia 12 de
setembro de 1876, e, apesar de ter desencarnado cedo - com apenas 24 anos
- chegou a lançar um volume de poesias, chamado Horto,
que rebeu prefácio de Olavo Bilac.
A primeira
edição desse livro saiu em 1900 (um pouco antes de sua morte)
e esgotou-se rapidamente - em dois meses - o que veio a se repetir com
a segunda edição, em 1911.
Em 1936, foi
tirada nova edição, a qual recebeu prefácio de Alceu
Amoroso Lima.
Apesar da boa
aceitação do seu livro nos meios literários da época,
Auta não teve oportunidade de completar os seus estudos. Sua
escola foi a vida, na qual recebeu
lições
de muito sofrimento e dor. Cedo, ficou órfã e ainda criança,
assistiu
à terrível
morte de um irmão que muito gostava, que foi consumido pelo fogo.
Já aos
14 anos começam a se manifestar os primeiros sintomas da tuberculose,
doença
de difícil cura na época, e que iria lhe diminuir as forças,
até
tirá-las totalmente dez anos depois.
Com a alma presa
a um corpo doente, ela escreveu versos em que a tristeza
vinha misturada
com a ternura e um forte sentimento de fé.
Seu estilo
peculiar mereceu a consagração popular, alcançando
grande repercussão
junto às pessoas simples.
A mesma sinceridade
pode ser observada nas psicografias
enviadas através
de Chico Xavier.
IRMÃ SCHEILLA
Cópia
da foto de Sheilla, tirada em reunião de materialização,
realizada com
o saudoso médium
Peixotinho, na cidade de Campos, Rio de Janeiro.
Os traços
fisionômicos de Sheilla na fotografia são entusiasticamente
confirmados
por Dª
Maria Augusta de Holanda Fontes, que participou da reunião de materialização
realizada com a presença de Peixotinho, em Fortaleza, Ceará,
e que chegou
a tocar nas
tranças de Scheilla.
Scheilla nasceu
na Alemanha e desencarnou por ocasião do primeiro bombardeio da
RAF
em Berlim,
na 2 Grande Guerra Mundial, soterrada em pleno desenpenho
de sua função
de enfermeira, em um abrigo de crianças.
Ao se reposicionar
no mundo espiritual, optou por atuar no Brasil, onde
se encontravam
seus afins, inclusive o médium Peixotinho.
"O mundo se encontra cheio de coisas materializadas, em todas as faixas de vida.
No entanto, os Espíritos Superiores empenham-se em se materializarem,
quando oportuno, para os homens, para que eles vejam e despertem para
a fé na vida, que continua sempre, nas variadas dimensões do existir."Quantas vezes tivemos a felicidade de pegar nas mãos humanas,
fazendo-nos visíveis para os nossos irmãos da Terra, saudando-os
com o nosso gesto de alegria, complemento divino do amor"."Muitos duvidaram da nossa presença, mas muitos ainda conservam
na lembrança e no coração a nossa palavra, como serva de Jesus.Mesmo com nossas deficiências, o nosso ideal era e é de servir,
com prazer de ser útil".
Sheilla
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João Henrique Zanotti
Vitória - ES
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