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Na Raiz do Mais Além
O meu terceiro livro de poesia fui publicado em 1992. Aqui deixamos o primeiro poema do livro I.
Somos a Europa mais perto de todos os continentes, os mais ocidentais do ocidente. Somos a praia da Europa aberta ao mar e ao vento. Fomos o princípio do caminho marítimo para o sonho de um novo mundo, fomos a primeira partida para todas as sete partidas e o último regresso de além mar. Somos ainda quem fomos e na raiz do mais além continuamos a procurar o mistério de império que não foi nem há-de ser. (quinto império que Deus tem que outro nome pode haver?) Somos o centro da rosa dos ventos, abstracto porto de passagem para todos os caminhos do mundo. Somos ainda quem fomos, bandeirantes, caminhantes do sonho de Portugal.