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Breve mensagem
Um professor universitário é um
funcionário da comunidade, um servus ministerialis, um escravo da função que
lhe foi atribuída, mas que ele também professa, quando, para tanto, sente uma íntima
vocação.
Não lhe cabe apenas dar aulas e produzir trabalhos de investigação. Não pode
reduzir-se ao círculo das escolas onde exerce a actividade. Tem de contribuir para que a
comunidade se pense a si mesma. Tem de fazer com que a universidade se aproxime da vida.
Não pode esperar que o poder instalado seja influenciado pelas suas reflexões. Nem ter a
tentação de se transformar em opinion maker. Na universidade não se trabalha para o
curto prazo, onde funciona o realismo neomaquiavélico.
Porque pretende ascender-se ao estádio da ciência, do conhecimento, este tem de superar
a mera opinião da conjuntura. Neste sentido, qualquer universitário deve assumir a
coragem de estar em minoria.
A universidade só pode ter razão a médio e a longo prazos. Trabalha nas coisas perenes.
Mas tem de reflectir a partir das circunstâncias do tempo e do espaço. Porque as
essências apenas se realizam através da existência.
Os trabalhos de extensão universitária, nomeadamente as conferências públicas
produzidas, possam, e devam, ser conhecidos por todos os interessados. O espaço da
Internet, essa nova praça pública, talvez seja o lugar propício para esse encontro.
Para os que não se angustia com a atitude do pé atrás ou do estar em bicos de pé.
Daí que esta página torne acessível aos interessados, grande parte das conferências
que tenho proferido.
Aliás, os mesquinhos detractores dos professores universitários acumuladores, esquecem,
quase sempre, este trabalho gratuito que consome grande parte do nosso dia a dia. Esta
consultadoria pública que não cobra honorários nem se integra em gabinetes de projectos
subsidiados por fundos públicos, nacionais ou comunitários, onde muitos mercenários se
escondem, esquecendo-se da máxima do bem pregas frei Tomás...
Peço desculpa por alguns subjectivismos e até pela tentação de alguma literatice em
certas secções. Mas cada um é como é. E preferi não alinhar pela chateza dos
curricula oficiais, onde todos nos acinzentamos.
Indicações para a consulta da página
A minha página pessoal tem a seguinte estrutura.
Na secçãoContactos, indico as obras recentemente publicadas e as que estão no prelo. Enumero também as formas pelas quais os alunos me podem contactar e divulgo parte da minha agenda pública. Aliás, uma das formas actuais de contacto com os alunos, talvez esteja na utilização do correio electrónico.
Na secção da Monografias, indico as principais obras publicadas, por ordem cronológica descendente, possibilitando o acesso a alguns excertos das mesmas.
Na secção Vida Académica, faço um breve historial da minha carreira docente.
Na secção Actividades no ISCSP, indico as matérias que tenho leccionado e divulgo os programas das mesmas.
Na secção Faculdade de Direito, procedo da mesma forma quanto às disciplinas leccionadas nesta instituição.
Na secção Conferências, indico as principais conferências proferidas e divulgo o texto integral de quase todas.
Na secção Outras Actividades, enumero outras funções docentes que desempenhei e as actividades profissionais e de participação em organizações não governamentais em que estive ou ainda estou envolvido.
Na secção Jornalismo de Ideias, elenco os principais artigos publicados e, não podendo, por enquanto, divulgá-los todos, indico como consultá-los na biblioteca do ISCSP.
Na secção Actividade Cívica, faço um resumo da minha actividade de participação cívica e política, indicando textos que dela emanaram.
Na secção Projectos, refiro parte dos meus planos de trabalho em curso.
Na secção Navegações, divulgo as principais redes informativas relacionadas com as matérias de Ciência Política. É uma longa lista, contendo algumas centenas de locais de acesso. Está em construção, não tem todas as hiperligações organizadas e muitas delas podem estar desactualizadas, porque a base da pesquisa foi feita nos finais do ano de 1996 e nem todas foram actualmente testadas.
Incluo também uma breve nota autobiográfica, já publicada anteriormente.
Copyright © 1998 por José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados.
Página revista em: 25-12-1998.