Machado de Assis  Mark Twain  Maquiavel   Maupassant
Montaigne   Musset
Nathaniel Hawthorne
 
 

Machado de Assis, José Maria (1839-1908)
Escritor e jornalista carioca. Começou sua carreira aos 19 anos, escrevendo para jornais e revistas do RJ, notadamente contos, crônicas e críticas. Em 1897 foi eleito o primeiro Presidente da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1908,
deixando uma obra que inclui preciosidades como Memórias póstumas de Brás Cubas, Helena, Dom Casmurro, A desejada das gentes e outros contos. Machado de Assis é considerado o mais importante contista brasileiro do século XIX. Considerado por muitos (inclusive por mim) o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos mais significativos do mundo.

Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens) 1835-1910
Escritor norte-americano, Aprendiz de tipógrafo, piloto no rio Mississipi, soldado, mineiro, prospector e jornalista, comecou a escrever pequenas narrativas cômicas sob o pseudônimo de Mark Twain (deriva da expressão "marca duas sondas", termo técnico dos pilotos do Mississipi). Celebrizou-se com o livro A famosa rã saltadora do condado de Calaveras (1865). Já era um personagem famoso quando publicou suas três obras-primas: As aventuras de Tom Sawyer (1876), As aventuras de Huckleberry Finn (1884), Velhos tempos no Mississipi (1883). Considerado o maior humorista da literatura norte-americana, satirizou acidentalmente a sociedade e seu país, pondo a nu as hipocrisias e a retórica oficial. A continuação de sua obra é cada vez mais pessimista (What is a manThe mysterious stranger).
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Maupassant (Henry René Albert de) (1850-1893)
Escritor nascido em Tourville sur Arques, França, foi influenciado por Flaubert, tendo se filiado ao realismo e criado a forma clássica do conto do século 19. Escreveu cerca d 300 narrativas, entre contos, romances e novelas, nos quais focalizou aspectos sombrios dos costumes e da psicologia de várias camadas da sociedade francesa.  Destacam-se em sua obra: Bola de Sebo, A casa Tellier, Contos da galinhola, Uma vida, Bel-Ami, Pedro e João, Forte como a Morte. 
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Maquiavel, Niccolo (1469-1527)
Filósofo, escritor e político. Foi Secretário do Estado da República de Florença. Entre 1512 e 1520 foi exilado por questões políticas, oportunidade em que escreveu suas principais obras: O Príncipe, Comentário sobre os primeiros 10 anos de Tito Livio, O asno de ouro, Da arte da guerra e A Mandragora.  Sua obra abrange principalmente uma reviravolta na visão clássica de filosofia política grega. Enquanto esta tinha como preocupação central a elaboração do melhor regime político possível, Maquiavel tentava elaborar "a partir das condições em que se vive e não das condições segundo as quais se deve viver", tendo também desmascarado as pretensões da religião e da teologia em matéria política. Suas teorias foram mal compreendidas, sendo lhe atribuído o desejo de criar o "tirano perfeito". Na verdade, procurava promover uma "ordem (política) inteiramente nova" (ou seja, moral livre e laica, subordinada à razão do Estado) em que os mais hábeis utilizariam a religião para governar. E governar significava, para Maquiavel, arrancar o homem à sua maldade natural e torná-lo bom. 
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Mérimée, Prosper (1803-1870)
Escritor francês. Filho de família abastada, cedo demonstrou talento para as letras, passando a frequentar os agitados salões literários da época. Seus contos, publicados em revistas, conquistaram público e crítica: Mateo Falcone, O vaso etrusco, A partida de gamão, Colomba, Carmen, A Vênus de Ile e outros tantos. Por sua obra vê-se que o autor tinha predileção por ambientes exóticos, assuntos trágicos e  heróis apaixonados, ao memso tempo que se observa uma construção segura, estilo conciso e um leve toque de ironia. A personalidade de Merimée lembrava de um inglês, frio e distante. Mantinha sua vida reservada de forma delicada e cortês, todos ignorando sua vida particular. Foi com grande surpresa que se descobriu, anos após sua morte, que ele, durante 30 anos, amou a mesma mulher, sem que ninguém suspeitasse.
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Montaigne, Michel Eyquem de (1533-1592)
Escritor e pensador francês, uma das maiores figuras do Renascimento. Combinando elementos filosóficos estóicos com o ceticismo antigo, deu expressão ao humanismo subjetivista de sua época. Expôs um ideal de felicidade que consiste na tranquilidade da alma, na prudência, na eliminação da inquietude, no viver de acordo com a mais íntima natureza do eu. Por meio de refinadas análises psicológicas, foi um dos primeiros a mostrar o peso da condição humana e, por isso, tem sido lembrado como um precursor do existencialismo moderno.  Para ele, o homem se define pelo que faz. Toda a sua obra está contida em seus Ensaios, cuja primeira edição surgiu em 1580.
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Musset, Alfred de (1810-1857)
Escritor francês, um dos maiores representantes do Romantismo. Famoso desde a publicação de Contos da Espanha e da Itália (1830), sua breve e acidentada ligação amorosa com George Sand parece ter sido a fonte inspiradora de seus melhores trabalhos: As noites (1836), série de poemas líricos e Confissões de um filho do século (1836), romance autobiográfico em que identificou sua desventura pessoal com a de toda uma geração, contaminada pelo chamado mal du sciècle. Dramaturgo, suas peças destinam-se mais à leitura que à representação. Delas se destacam Os caprichos de Marianne (1833), Lorenzaccio e Com o amor não se brinca (1834).
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Nathaniel Hawthorne (1804-1864)
Escritor norte-americano. Pertencente a uma família de puritanos, fica órfão aos 4 anos. Estuda em Brunswik, voltando posteriormente a Salem, onde vive isolado da própria família, trancado em seu quarto, a cuja porta lhe punham a comida. Começou a escrever cedo. Seu livro Contos duas vezes contados passa desapercebido nos EUA, mas obtém sucesso na Inglaterra.  Por vários anos foi funcionário da Alfândega de sua cidade natal; esteve um ano em Brook Farm, uma espécie de Utopia Social em que todos faziam trabalhos manuais e se ocupavam intelectualmente. Suas histórias são, muitas vezes, reflexos de sonhos e fantasias, seus tipos, alegorias e símbolos. Há uma atmosfera de mistério que lhe domina as obras, e um estilo harmonioso e poético.
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