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A epistolografia ensaística e ficcional em vergílio ferreira
Entre os gêneros literários ou modos de escrita, a epistolografia ocupa um lugar de relevo na cultura literária portuguesa. Para constatação da afirmativa, basta pensar, numa perspectiva de conjunto e a partir de certos autores pertencentes a períodos literários já antigos, nas Cartas de Sá de Miranda ou nas de Antônio Vieira, nas de D. Francisco Manuel de Melo e mesmo em sua Carta de Guia de Casados, no modo de escrita de Luís Antônio Verney utilizando a estrutura da carta no Verdadeiro Método de Estudar , ou no percurso que separa as Cartas Portuguesas, de Mariana Alcoforado, das Novas Cartas Portuguesas, das revolucionárias três Marias1. Longo trajeto que vai de 1669 a 1972 e no qual, uma pesquisa atenta, certamente permitiria inserir uma infinidade de outros exemplos, aqui entretanto dispensáveis. Na "Introdução" a A Epistolografia em Portugal, diz Andreé Rocha que A carta é um meio de comunicar por escrito com o semelhante. Compartilhado por todos os homens, quer sejam ou não escritores, corresponde a uma necessidade profunda do ser humano. Communicare não implica apenas uma intenção noticiosa: significa ainda "pôr em comum", "comungar". Escreve-se, pois, ou para não estar só, ou para não deixar só. Lição de fraternidade, em que as palavras substituem os atos ou os gestos, vale no plano afetivo como no plano espiritual, e participa, embrionária ou pujantemente, do mecanismo íntimo da literatura dádiva generosa e apelo desesperado, ao mesmo tempo2. Essencialmente um meio de comunicar, a carta evoluiu da sua função pragmática para a relevante dimensão estética e reflexiva, quando adotada por artistas literários e por pensadores para inserção em obras narrativas ou mesmo para a estruturação delas ou ainda como suporte textual para reflexão ideológica. Assim, a epistolografia, de origem clássica ou bíblica quer se pense em Horácio, quer em São Paulo apóstolo , utilizada literariamente desde o Renascimento se não mesmo antes por poetas que escreveram cartas utilizando a estrutura da poesia (como Sá de Miranda), continuou a sua tradição entre filósofos e ficcionistas, alcançando, sobretudo no século XVIII, em grande parte da literatura européia notadamente na França e na Inglaterra destacada importância como modo de escrita de tratados e ensaios e de obras ficcionais. Só para exemplificar: a obra pedagógica de Verney; as Cartas Persas, de Montesquieu; A Nova Heloísa, de Jean-Jacques Rousseau; As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos. Ao longo do século XIX o romance utilizará a carta principalmente como recurso da narrativa voltado para o convencimento do leitor, para acentuar passagens de mais intensa dramaticidade (como, por exemplo, em Amor de Perdição, de Camilo, as cartas de Teresa a Simão) ou como estratégia ficcional na experiência de novos recursos narrativos (A Correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queirós). É com estas funções que o texto epistolar alcança a literatura moderna. Autores contemporâneos vão enriquecê-lo, ampliando-lhe as possibilidades estruturais e poéticas. É o que se encontra em Vergílio Ferreira, herdeiro e continuador dessa tradição literária, na retomada do texto epistolar na escritura ficcional e ensaística. Repetidas vezes, mas de diferentes maneiras, a carta aparece na obra romanesca de Vergílio Ferreira. É sintomático que se leia, nas primeiras linhas da Carta ao Futuro: Escrevo pelo prazer de comunicar. Mas se sempre estimei a epistolografia, é porque é ela a forma de comunicação mais direta que suporta uma larga margem de silêncio; porque ela é a forma mais concreta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo3. Carta ao Futuro (1958) é o título de Vergílio Ferreira que mais explicitamente revela as suas relações com o gênero epistolar. Mas como se verá, de uma epistolografia reinventada poeticamente para resultar em efeitos estéticos. Trata-se de um ensaio filosófico de tom intensamente poético, porventura prenunciador do futuro Invocação ao Meu Corpo (1969). A estrutura textual é de carta, mas depressa se verá que não é bem de uma carta que se trata: o destinatário é um hipotético e abstrato "amigo"; o enunciador não espera, nem mesmo pretende, que o destinatário venha a receber a sua carta; demasiadamente extenso para uma carta, o texto é dividido em capítulos, coisa rara de se ver, mesmo nas mais longas epístolas.
Meu amigo: Escrevo-te para daqui a um século, cinco séculos, para daqui a mil anos... É quase certo que esta carta te não chegará às mãos ou que, chegando, a não lerás. Pouco importa. Escrevo pelo prazer de comunicar4. Na seqüência do texto depressa se nota o crescer de uma intensa emoção que o enunciador da "carta" não procura conter. Ao contrário: nada tendo de noticioso para comunicar, é, na verdade, a sua emoção existencial e estética que ele pretende lançar ao Homem e ao Futuro. Porque não é a um específico destinatário que a carta é dirigida, mas à própria humanidade, compreendida na mais ampla dimensão cronológica possível: um século, cinco séculos, mil anos... Não tendo nenhuma comunicação utilitária ou imediatista a fazer, a "carta" encerra uma longa e muito sensível reflexão do autor/enunciador que em ambas as condições se assume, fechando a carta com saudação e assinatura sobre os grandes e recorrentes temas de que se ocupará ao longo de toda a sua obra, contrapontados por um rico conjunto de símbolos igualmente recorrentes até à obsessão: "a anunciação da beleza", "arte e emoção estética", "o encontro original", "solidão e espetáculo", "memória absoluta", arte como "sagração da vida"... a chuva, a noite, a montanha, a neve, o vento, a aparição... Não há dúvida que é de uma carta sui generis que se trata. Uma carta literária. Moderna, mas visivelmente inserida na velha tradição do gênero, desde a sua origem clássica. Volto ao "Prefácio" de Andreé Rocha, que, estudando o gênero epistolar, a propósito da categoria destinatário diz: No ato de ser escrita, a carta dirige-se, normalmente, a um leitor vivo e único. Não se escreve aos mortos: a carta implica a presença viva de quem a recebe, como de quem a redige. E nessa conformidade é que a devemos ler, sem perder nunca de vista a repercussão que provocou nesse correspondente. Por vezes o autor dirige-se a um grupo, a uma entidade, até mesmo ao "futuro". Mas, neste caso, bifurcamos para o campo da carta-ficção, a que o próprio signatário procura dar ampla publicidade5. Parece talhada para o "caso" ou para o texto de Vergílio, esta reflexão da ex-professora de Coimbra especialista em epistolografia portuguesa. Vergílio escreve ao "futuro", o "amigo" a quem se dirige não é um destinatário único mas a humanidade inteira e, em obras muito posteriores a esta, criará personagens que escrevem aos mortos: João, de Em Nome da Terra (1990) e Paulo, em Cartas a Sandra (1996). Eis o enquadramento genológico de Carta ao Futuro: uma carta-ficção, uma carta-ensaio, um ensaio poético. Notável o fascínio da carta em Vergílio Ferreira: seduz-me o halo de mistério que rodeia uma carta: papel de acaso, redigido numa hora intervalar, um vento de acaso o leva pelos caminhos, o perde ou não aí, o atira ao cesto dos papéis e do olvido, ou o guarda entre os sinais da memória6. Será, decerto, este fascínio, este halo de mistério e de poesia que envolve uma carta, as suas marcas de distância e de ausência, que fará retornar o escritor, com tanta freqüência, ao seu uso, como recurso literário. E não só, mas também as largas possibilidades da carta como espaço para a reflexão ou a sua abertura para a perspectiva de outros modos de estruturação romanesca. Outros constantes fascínios na criação estética do autor. Efetivamente, a obra ficcional de Vergílio Ferreira está pontilhada de cartas, até à culminância do romance epistolar que é Cartas a Sandra, seu último livro, publicado pouco antes da sua morte. Abrimos o seu volume de Contos (1976) e ali encontramos um cujo título é "Carta". Reminiscência emocionada de um passado/presente marcado de partidas, de ausências, de solidão, de silêncio. O texto não possui estrutura epistolar, mas transmite uma voz intensa de solitária emoção que exprime o desejo de regresso de alguém ausente. Nesta e nas suas demais cartas ficcionais, bem se percebe a procedência de teoria retórica do século XVII, segundo a qual a epístola representa "um discurso que um ausente dirige a um ausente" (sermo absentis ad absentem)7. Em Manhã Submersa, um dos primeiros grandes romances do escritor, utilizada, ainda, numa concepção realista a carta de Antônio Santos Lopes a sua mãe tem a finalidade de comunicar a incompatibilidade do emissor com o Seminário e o seu desejo de se "ir embora" da instituição. A comunicação não se efetiva porque a correspondência dos seminaristas é sistematicamente censurada antes do envio. Assim, Santos Lopes tem interceptada e aberta a carta que, inadvertidamente, entregara fechada. Em Até ao Fim (1987) a carta que Flora envia da Grécia para Cláudio, de evidente sentido paródico, tem a função de ironizar ou desmitificar desde uma consciência mais ou menos fútil da mulher que a escreve e que em Atenas se encontra em missão cultural , a clássica e multissecular cultura grega. Carregada de ironia, a carta de Flora faz humor no absurdo com que trata elementos da tradição helênica. Mas de alguma maneira esse humor imposto pela ironia é substituído pela inquietação de Cláudio quando observa: Flora nunca mais escreveu. Escrevi-lhe eu, naturalmente, respondi-lhe, que é que lhe disse? Não sei. [...]. Não escreveu mais, escrevi-lhe eu. Depois pus-me à espera e passaram-se tempos. Depois voltei a escrever não muitas vezes porquê? Porque é que lhe escrevi? Alguma coisa de mim a procurava, alguma coisa8. Quando Flora e Cláudio se reencontram dá-se este diálogo: Ah, escrevi uma vez pelo menos. Foram dois anos. Porque havia de escrever? Mas é uma pergunta absurda. Não tinha nada a contar disse. Só tinha que ser e o que se é não se conta para se não deixar de ser9. Das cartas ficcionais encontráveis na obra de Vergílio Ferreira a mais estranha, sem dúvida, é a que constitui a longa diegese de Em Nome da Terra (1990). Recolhido a um lar de terceira idade, um homem velho e mutilado escreve uma carta à sua mulher morta: Querida. Veio-me hoje uma vontade enorme de te amar. E então pensei: vou-te escrever10. Impossível destinatária da carta de João Vieira, Mônica, já morta mas por ele evocada na perfeição da sua juventude e intensa beleza é o ponto de partida para a reinvenção de um mundo a partir de uma memória mitificadora. Memória que conscientemente não se pretende fiel ao passado rememorado, mas que tem aí a função de reinventar o tempo de uma beleza e plenitude perdidas, ou talvez mesmo nunca possuídas mas sempre desejadas e que adquirem realidade na evocação corporificada pela escrita. Num evidente impulso catártico, João Vieira escreve a si mesmo e não a Mônica, para reinventar a sua vida com ela. É o mesmo impulso que move Paulo de Para Sempre (1983) quando escreve, compulsivamente, sucessivas cartas a Sandra. Escreveu a primeira na juventude de ambos. Uma carta de amor, "do tamanho da [sua] paixão", mas que ele jamais lhe enviaria. Continuará a escrevê-las depois da morte de Sandra. Evidentemente que para si próprio, uma vez que ela já as não pode receber. A posterior escritura dessas cartas por Vergílio Ferreira, que em Para Sempre as refere mas não as dá a ler, vai constituir a última obra publicada em vida pelo autor: o romance epistolar Cartas a Sandra (1996). O que todas estas cartas integrantes de diferentes obras de Vergílio Ferreira têm em comum é que, sendo fundamentalmente a carta um texto destinado à comunicação entre pessoas, as suas nada comunicam entre personagens no plano da diegese e são antes de tudo um veículo para a incomunicação. Quer porque, interceptadas, não cheguem ao destinatário; quer porque o seu emissor não as envie; quer porque simplesmente se destinem a expressar uma ironia jocosa sem pretender fechar um circuito comunicativo; quer, finalmente, porque os evocados destinatários às quais se dirigem, sejam, efetivamente, apenas matéria de evocação, existentes tão-só na memória e na saudade dos emissores que escrevem a mulheres mortas para ainda lhes darem vida pela palavra recriadora. As cartas de Vergílio Ferreira são, na verdade, muito mais para monologar do que para dialogar. Desde a origem destinam-se ao logro da comunicação. É bem verdade que a Carta ao Futuro, não tendo destinatário específico nem a urgência de uma comunicação imediata, baseia-se na hipótese de ter a humanidade inteira como receptor da sua mensagem e de ainda poder ser lida à distância de um século ou mil anos. Não se trata de uma carta vulgar, já se sabe, mas de uma comunicação literária marcada por evidente função retórica, conforme bem assinalou Rosa Maria Goulart11. Função retórica ou poética é igualmente a das cartas de Para Sempre, Em Nome da Terra e das Cartas a Sandra. Função estruturante têm, também, as dos dois últimos livros, uma vez que a narração de Em Nome da Terra tem como suporte o que é sugerido como uma única e longuíssima carta cujo enunciador não se preocupa em observar os elementos da estrutura epistolar. Mais presentes estão estes nas Cartas a Sandra, apesar da transgressão à verdade (ou verossimilhança) do gênero, que é o de se ter aqui uma escrita epistolar destinada a uma mulher morta, o que justifica a intensa emotividade dos textos. Assim, a epistolografia ficcional de Vergílio Ferreira oscila entre duas funções primordiais: uma função retórica e uma outra estruturante. A primeira delas, a que já se chamou de função poética, serve de meio operacional para dar realidade literária a uma outra voz, ou, mais exatamente, a uma outra escrita. Uma escrita dialogística que, semelhando forma de carta, simplesmente não se destina a ser enviada, ou jamais será respondida se eventualmente for recebida por seu destinatário, ou, a mais radical das hipóteses, a da absoluta impossibilidade do envio, da recepção e da resposta, porquanto as invocadas destinatárias estão mortas e portanto já não podem ser destinatárias dessas cartas, mas simplesmente serem nelas invocadas, relembradas, recriadas pela função mítica da memória. São, entretanto, em qualquer dos casos, as "destinatárias" ou "destinatários" dessas cartas o tu ou o outro, ausente, desconhecido ou inexistente ao qual um eu que escreve se dirige previamente consciente de que não terá resposta. Cartas para monologar, que implicitam a impossibilidade do diálogo e que são, no texto ficcional de Vergílio Ferreira, expressivo recurso para renovar a escrita dialogística acentuando a dramaticidade da solidão, da ausência, da definitiva perda. Quanto à segunda função dessa epistolografia ficcional, propõe-se como forma de estruturar um romance de assumido modelo epistolar, e, como tal, idêntico a tantos já registrados pela história e tradição literárias. É o caso de Cartas a Sandra, livro que em Para Sempre tem origem dando realidade textual às cartas de Paulo a Sandra, neste último somente referidas. Como romance epistolar Cartas a Sandra estrutura-se de acordo com a tradição deste subgênero romanesco, de certo modo assemelhando-se, no que toca única e exclusivamente à questão do modelo, a A Correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queirós. O romance de Eça abre com uma narrativa em primeira pessoa intitulada "Memórias e Notas" onde se registram os mais variados traços da rica personalidade de Fradique e se contextualiza a sua figura em relação com o mundo da época. A segunda parte do livro, "As Cartas", reúne a correspondência (ou parte dela) que Fradique Mendes dirigiu a diferentes categorias de destinatários, entre as quais se distinguem personalidades da vida real de personagens criadas para a realidade da ficção. Cartas a Sandra abre com uma "Apresentação" também enunciada em primeira pessoa assinada por Xana, a Alexandra, filha de Paulo e de Sandra, de Para Sempre. Trata-se de um breve relato em que a personagem, aqui "editora" das cartas do pai, além de introduzir outras figuras de ficção como o juiz aposentado Rodrigo Xavier, amigo de juventude universitária de Paulo e conhecedor da sua história amorosa com Sandra , reflete sobre as razões que levaram seu pai a escrever estas cartas invocando a mulher morta, supondo ser uma delas a de poder objetivar a irrealidade ou memória emotiva de minha mãe, tornar a sua imagem mais real, digamos mais verdadeira na sua afeição ou paixão por ela12. Ou uma "fuga" para o fantástico que só metaforicamente se pode conceber real13. A razão desta impossível escrita epistolar parece tanto mais absurda quando se sabe, dito pelo próprio Paulo logo na primeira carta e anotado por Xana na sua "Apresentação", que Sandra, durante o relacionamento amoroso, não só jamais escrevera a Paulo "como rasgou as cartas que ele lhe escrevera"14. É ainda na "Apresentação" desta elegíaca epistolografia que Xana aflora a possibilidade de estas cartas de Paulo a Sandra, de que, o fato de estarem quase todas datilografadas evidenciava "um destino visível de publicação", fazerem parte de um projeto que se não limitaria às cartas que escreveu mas envolveria um plano mais vasto em que elas se deveriam integrar. Possivelmente haveria uma narrativa ou estrutura em que as cartas se incluiriam, realizando assim um romance de que todavia nos não deixou qualquer plano ou esboço. Porque tal como as cartas nos ficaram, dão-nos a impressão de um projeto mutilado15. Será Xana, como editora das cartas, que, nesta concepção ficcional de Vergílio Ferreira, de certo modo reconstituirá e complementará o hipotético projeto de Paulo, por ela imaginado, escrevendo essa narrativa introdutória que é a sua "Apresentação", a que se seguem as dez cartas a Sandra, a última das quais interrompida pela súbita morte de Paulo em pleno ato da escrita. De certo modo, o texto de Xana justifica também a aparente desestruturação do livro enquanto romance referindo uma espécie de paixão estética de Paulo: Sei que ele tinha em grande estima as obras inacabadas em que a imaginação reconstitui o que lá falta.[...]. A obra "acabada" limitava-lhe o imaginário nos limites dessa obra e a ação sobre os que a olhassem seria uma coação16. Assim, neste ponto culminante da epistolografia ficcional de Vergílio Ferreira que é Cartas a Sandra, perfeitamente se comunicam e interligam a função poética com a função estruturante da sua escrita epistolar.
Notas 1. Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa ficaram conhecidas como as três Marias que assinam o livro Novas Cartas Portuguesas, cuja publicação, em 1972, foi marcada por uma atmosfera de escândalo que culminou com um processo judicial movido pelo Estado português contra as três escritoras. 2. Andrée Rocha. A Epistolografia em Portugal. 2. ed., Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985, p. 13 (col. Temas Portugueses). 3. Vergílio Ferreira. Carta ao Futuro. 2. ed., Lisboa, Portugália, 1966, p. 9. 4. Ibidem. 5. Andrée Rocha, op. cit., p. 18. 6. Vergílio Ferreira, op. cit., p. 10. 7. Cf. A. Kibédi Varga, Teoria da Literatura, Lisboa, Presença, s. d., p. 108. 8. Vergílio Ferreira, Até ao Fim. 2. ed., Lisboa, Bertrand, 1987, p. 153. 9. Ibid. p. 187. 10. Id., Em Nome da Terra. Lisboa, Bertrand, 1990, p. 9. 11. Rosa Maria Goulart. "Vergílio Ferreira: o Diálogo Epistolar", in FONSECA, Fernanda Irene (org.), Vergílio Ferreira Cinqüenta Anos de Vida Literária (Actas do Colóquio Interdisciplinar Organizado pela Faculdade de Letras do Porto), Porto, Fundação Eng. Antônio de Almeida, 1995, p. 298. 12. Vergílio Ferreira. Cartas a Sandra. 2. ed., Lisboa, Bertrand, 1996, p. 26. 13. Ibid., p. 27. 14. Ibid., p. 25. 15. Ibid., p. 30. 16. Ibid., p. 30. |