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Universidade Maria Curie Sklodowska Lublin-Polónia Algumas observações sobre o emprego do Futuro do Indicativo em polaco e em português 1.1. Tendo em conta que na expressão dos processos futuros o tempo e o modo estão em constante inter-relação, o estudo tem como objectivo analisar os diferentes usos temporais e modais do futuro do indicativo em polaco e em português para evidenciar as diferenças e as semelhanças entre as duas línguas analisadas. Em português, muito mais frequentes que o valor temporal do futuro são os seus usos modais, isto é, usos em que não se trata de situar um acontecimento linguístico em determinado ponto da linha do tempo, mas de exprimir as disposições íntimas do indivíduo que fala. O futuro como tempo verbal tem um emprego bastante restrito, sendo substituído pelo presente do indicativo ou por perífrases verbais. Na expressão do futuro a língua polaca dispõe de dois tipos de formas: do futuro simples, marcado morfologicamente, que se serve das formas perfectivas do presente do indicativo, e do futuro composto, constituído por um verbo auxiliar byc (ser) e um verbo principal, que é imperfectivo1. Enquanto as formas do futuro simples servem para exprimir os processos que o locutor encara como concluídos (p. ex.: zrobie), por sua vez, as formas do futuro composto não se referem à conclusão dos processos descritos (p. ex.. bede robil). As formas perfectivas, devido à multiplicidade e diversidade dos seus usos, são muito mais interessantes para a análise linguística. As formas mencionadas podem assumir duas funções bem distintas: uma de exprimir o "futuro", e outra de exprimir o "não-futuro", chamado também presente "não-actual. 1.2. Como se vê, os processos linguísticos que marcam a futuridade em polaco e em português não se baseiam no mesmo critério formal. A distinção das formas construídas com os verbos perfectivos e imperfectivos caracteriza apenas o sistema das línguas eslavas e, assim, não constitui nenhum critério de classificação das formas portuguesas. Por isso, na análise que iremos agora apresentar, propomos limitar-nos a considerar os diferentes empregos do futuro simples, isto é, do fututro perfectivo, em polaco, para fazer depois algumas observações acerca do emprego das formas portuguesas correspondentes. Na nossa análise vamos tentar comparar também os meios de expressão do futuro em duas línguas analisadas. Para podermos realizar os nossos objectivos e analisar o uso de diferentes formas do futuro nas duas línguas em questão, fizemos vários testes com os falantes nativos de ambas as línguas, quer dizer, com os Polacos e, sobretudo, com os Portugueses. No entanto, nas nossas análises servimo-nos sobretudo de textos polacos traduzidos para o português e de textos portugueses traduzidos para o polaco. 2.1. Propomos começar a nossa análise por considerar as formas verbais do futuro perfectivo que assumem o valor do "futuro".Vejamos alguns destes casos: 1.Jutro zobacze Ligie,a potem bede ja mial w domu moim co dzien, ciagle i do smierci. (SQV2: 60) Amanhã verei Lígia, e tê-la-ei depois ao pé de mim até à morte. (SQV: 32)2.O, jakie ty masz wlosy! Nie posypie ich zlotym pudrem, one same przeswiecaja gdzieniegdzie zlotem na skretach ... (SQV: 69) Que cabelos! ... Não, não os polvilharei de ouro, as suas ondas estão cheias de reflexos dourados ... (SQV: 37)3.Dam ci pacholka, ktory poniesie sume potrzebna, ty zas powiesz Eurycjuszowi, ze pacholek jest twoim niewolnikiem, i wyliczysz staremu przy nim pieniadze. (SQV: 160) Acompanhar-te-á um dos meus escarvos, que será portador da soma necessária. Tu dirás a Eurício que é o teu escravo e entregarás ao velho o dinheiro, em presença do meu servo. (SQV: 87)4.I gdy doczytasz do konca ten list, sadze, ze przyznasz mi slusznosc. (SQV: 652) E quando tiveres lido esta carta até ao fim dar-me-ás razão. (SQV: 336)Em todos os exemplos citados ocorrem as formas do futuro perfectivo para designar os processos futuros. O valor temporal de todos os enunciados acima é de posterioridade em relação ao momento deíctico da enunciação (Tº). Em (1), além da forma verbal zobacze (verei), ocorre o adverbial jutro (amanhã) que acrescenta o valor do futuro, localizando o processo descrito num intervalo de tempo bem determinado na deixis temporal, à direita em relação a Tº. Em (2) e (3) o valor futuro das formas perfectivas polacas está definido no contexto situacional. Em (4), o localizador temporal Tº não coincide com o localizador aspectual que é explicitado linguisticamente pela construção: gdy doczytasz do konca ten list (quando tiveres lido esta carta até ao fim). É interessante reparar também que, enquanto a forma polaca perfectiva do referido exemplo é simples (doczytasz), a forma portuguesa correspondente é composta (tiveres lido). Repare-se agora que em todos os exemplos acima mencionados, na versão portuguesa, ocorre o futuro do indicativo, indicando os processos posteriores em relação a Tº. A ocorrência das formas verbais portuguesas em (4), em que os processos descritos não são localizados em relação a Tº, resulta da aplicação das regras da concordância dos tempos, cujo emprego é obrigatório nesta língua. 2.2. Os exemplos citados até agora representam o emprego das formas perfectivas do futuro na expressão dos processos da única ocorrência. Vejamos agora como as referidas formas verbais podem exprimir também processos futuros que se repetem: 5.Na Kastora! Ilu tu chrzescian pomorduja, tylu Pawel znajdzie nowych. (SQV: 474) Por Castor! Quantos mais cristãos forem degolados, mais adeptos encontrará Paulo de Tarso. (SQV: 241)6.Teraz bedziesz mogla ich widywac, ilekroc zechcesz. (SQV: 342) Brevemente os verás, sempre que queiras. (SQV: 175)7.Przyjdziesz kazdego miesiaca do mego domu, gdzie Demas wyzwoleniec bedzie ci wyplacal po dwie sztuki zlota. (SQV: 333) Virás todos os meses procurar o meu liberto Demas, o qual te entregará duas peças de ouro. (SQV: 170)8.Zawsze bede zmienial zdanie, ilekroc uznam to za stosowne lub wygodne. (SQV: 350) Hei-de mudar de opinião todas as vezes que o julgar conveniente e cómodo. (SQV: 179)Em (5), assim como em (6), as formas perfectivas polacas: pomorduja, znajdzie, e zechcesz, combinadas com as construções: ilu ... tylu ...(quanto mais ... mais ...), ilekroc ... (sempre que ...), exprimem a repetição dos processos descritos. No exemplo (5), a quantificação do SN objecto directo (cristãos) acrescenta o valor iterativo. A situação vai repetir-se várias vezes. Em (7) e (8), as situações descritas vão ser repetidas tantas vezes que podemos considerá-las como habituais. O valor habitual expresso nos enunciados citados é resultado da interacção de vários meios de expressão. Em (7), este valor resulta da combinação da forma verbal przyjdziesz (virás) com o adverbial kazdego miesiaca (todos os meses). Em (8), o valor habitual resulta da coocorrência das formas verbais bede zmienial (hei-de mudar) e uznam (julgar) com o adverbial zawsze ... ilekroc ... (todas as vezes que ...). Em português, em todos os enunciados citados ocorrem as formas verbais que exprimem os processos futuros. Na maior parte destes casos, o português serve-se do tempo gramatical - o futuro simples do indicativo que é o tempo posterior ao presente. No entanto, é preciso sublinhar aqui que a futuridade não se resume apenas ao uso deste tempo gramatical. O português, como já referido, tem outras formas de expressar os processos futuros, como p. ex.: através de formas analíticas construídas com os auxiliares (ir, haver), ou através de adverbiais temporais. Veja-se que em (6), em que ocorre a construção sempre que, o emprego do conjuntivo é obrigatório. Em (8), é a forma do futuro do conjuntivo (julgar) que segue a construção todas as vezes que..., constituindo uma expressão corrente na língua portuguesa. As nossas análises evidenciaram o uso das formas do presente perfectivo para designar os processos futuros (simples e iterativos). Nestes contextos, o português serve-se das formas verbais que tem ao seu dispor para exprimir o futuro, seguindo todas as regras gramaticais que dirigem a boa- formação das frases correctas. 2.3. O segundo ponto que aqui queremos levantar está relacionado com os diferentes empregos do futuro perfectivo em função de "não-futuro". Estes empregos caracterizam sobretudo as línguas eslavas meridionais em que o futuro perfectivo representa um presente de tipo particular. Como não pode exprimir os processos que estão em curso em Tº, foi-lhe atribuída a designação do presente "não-actual". Nas outras línguas eslavas, alguns dos empregos do futuro perfectivo diminuiram bastante, ou até cairam em desuso. Entre os diferentes usos das formas do futuro perfectivo nas línguas eslavas em função de "não-futuro", Castagnou (1964: 44) propõe enumerar os usos seguintes: - o futuro perfectivo "de iteração"; - o futuro perfectivo "de potencialidade"; - o futuro perfectivo com o valor de "presente histórico". 2.3.1. Partindo desta classificação, consideremos, em primeiro lugar, os casos em que as formas perfectivas do futuro exprimem os processos que se repetem. Para isso, vejam-se os exemplos abaixo: 9.Zlego diabli nie wezma. (O diabo não carrega os maus) 10.Syty glodnego nie zrozumie. (O bem-comido não compreende o esfomeado) 11.W zyciu zawsze sie zrobi cos "nie tak". (Na vida sempre se faz algo que não sai conforme previsto) 12.Maria czesto sama nic nie ma, to skad dla innych wezmie. (Muitas vezes a Maria não tem para ela própria, então donde é que pode sacar para os outros). Em todos os enunciados acima citados, as formas do futuro perfectivo exprimem a iteração dos processos descritos. Em (9), (10) e (11) ocorre o futuro perfectivo nas formas: nie wezma, nie zrozumie, wezmie, na expressão das verdades universais, nos provérbios. Nestes enunciados estamos perante uma situação em que: "le présent-futur tire la conclusion des expériences antérieures et affirme catégoriquement que ce qui a été sera de nouveau"3. Assim, as formas perfectivas do futuro assumem, neste tipo de contexto, o valor aspectual gnómico, atemporal. Em (12) a situação descrita (ter/a Maria, nada/) ocorre muitas vezes, e até pode ser considerada como habitual. Vale a pena sublinhar que, quanto ao emprego das formas do futuro perfectivo, dito "de iteração", o polaco parece estar muito mais perto do russo, do que do checo ou do eslovaco. Antigamente, em polaco, assim como em russo, as formas do futuro perfectivo "de iteração" eram utilizadas com muita frequência, em vários tipos de contexto. Actualmente, as duas línguas manifestam a mesma tendência de limitar estes usos a alguns dos contextos, sobretudo para exprimir verdades universais e atemporais. Esta razão explica o facto dos enunciados acima citados serem difíceis de traduzir em português. Cada língua tem a sua lista de provérbios e sentenças que se caracterizam pela forma particular. No entanto, como se sabe, para exprimir o valor aspectual atemporal, gnómico, a língua portuguesa serve-se sobretudo do presente do indicativo. 2.3.2. Analisemos agora um outro emprego do futuro perfectivo na expressão de "não-futuro". Nos exemplos que se seguem as formas do futuro perfectivo servem para designar os processos que não ocorrem, nem ocorrerão na realidade, sendo virtuais. Recordemos que Castagnou (1964) chama a este emprego das formas perfectivas polacas - presente perfectivo "de potencialidade". Vejamos alguns exemplos polacos que evidenciam este uso das formas perfectivas e os seus equivalentes portugueses: 13.Ale Ursus ja uratuje. Przyjdzie, wyniesie ja z lektyki, jak wyniosl z triclinium, i pojda w swiat.... Ursus pojdzie zaraz do biskupa Linusa o rade i pomoc. Biskup ulituje sie nad nia, nie zostawi jej w rekach Winicjusza i kaze chrzescianom isc z Ursusem na jej ratunek. Odbija ja i uprowadza, a potem Ursus potrafi ja wywiesc z miasta i ukryc gdzies przed moca rzymska. (SQV: 97) Mas Urso salvá-la-ia ... Apareceria no momento propício, arrebatá-la-ia aos escravos de Vinício, como a arrebatara do triclinium, e fugiriam ambos para qualquer parte. ... Urso iria imediatamento procurar o bispo Lino, a fim de lhe pedir ajuda e conselho O bispo ordenaria aos cristãos que estivessem postados no percurso que ela deveria seguir, e todos juntos libertá-la-iam à força. Em seguida, Urso acharia meio de a subtrair à perseguição de Nero. (SQV: 53)14.Piotr przezegna plomienie, otworzy je jednym slowem i przejda bezpieczni wsrod alei z ognia. (SQV: 404) Pedro conjuraria as chamas com um simples sinal da cruz, afastá-las-ia com uma única palavra, e eles passariam sem perigo entre duas muralhas de fogo. (SQV: 204)15.Ty go pewnie na uczcie zobaczysz. (SQV: 67) Então é provável que o encontres no festim. (SQV: 36)16.- Szuka, czego nie zgubil. - I co mu sie na nic nie przyda, chocby znalazl.(SQV: 81) - Vitélio está procurando o que nunca perdeu.- E se o achar há-de ser difícil saber servir-se dele. (SQV: 43) Ao fazermos a comparação dos exemplos acima citados com os anteriores, logo à primeira vista ressalta a diferença entre eles. Enquanto o futuro perfectivo "de iteração" designa os processos reais que podem ocorrer, o futuro perfectivo "de potencialidade" exprime os processos virtuais, isto é, processos cuja realização é apenas possível.Para podermos analisar os exemplos (13) e (14) é preciso, em primeiro lugar, determinar o contexto situacional em que estes enunciados ocorrem. Assim, o exemplo (13) apresenta os pensamentos duma jovem cristã, Lígia, pela qual se apaixonou Vinício. Lígia, não compreendendo bem quais são as intenções de Vinício, e pensando que ele quer raptá-la, decide fugir. Todos os processos descritos em (13) constituem apenas o desejo dela, o que ela desejaria que acontecesse. Podemos interpretar da mesma maneira o exemplo (14). Desta vez, é Vinício que pensa como salvar Lígia das chamas durante o grande incêndio em Roma. Como não consegue encontrar nenhuma solução naquela situação difícil, imagina um decurso dos acontecimentos pouco provável, até impossível, mas que podia salvar Lígia. Estamos, mais uma vez, perante o desejo de realização de processos pouco prováveis. Recordemos que em todos os enunciados citados ocorrem as formas perfectivas polacas do futuro. Repare-se agora que em português, em todos os casos, ocorrem as formas do condicional para exprimir a incerteza e a dúvida. Em (15) e (16) já não é preciso introduzir o contexto situacional porque a "potencialidade" da ocorrência dos processos descritos é marcada linguisticamente, através dos marcadores suplementares. Em (15), além da forma verbal ocorre a construção pewnie (é provável), em (16) a forma verbal polaca coocorre com a construção chocby... (se...). Note-se que, nos enunciados citados, o português serve-se das construções que tem ao seu dispor para exprimir a eventualidade e a incerteza. Em (15) ocorre a construção é provável que, seguida do conjuntivo cujo emprego é obrigatório neste contexto. Em (16) estamos perante uma frase hipotética que começa por se, em que ocorre a forma verbal do futuro do conjuntivo (achar), seguida do futuro perifrástico (há-de ser difícil). O emprego destas formas verbais em português resulta, neste caso, da aplicação das regras da concordância dos tempos. Vale a pena notar ainda que o uso do futuro perfectivo "de potencialidade" é muito frequente na língua polaca. É importante sublinhar também, uma vez mais, que, neste caso, não se trata de situar os acontecimentos linguísticos em determinado ponto da linha do tempo, mas de exprimir uma determinada atitude do falante face aos acontecimentos descritos pelo verbo. Este é o emprego tipicamente modal do futuro perfectivo. A este uso modal das formas verbais polacas correspondem, em português, as formas verbais que exprimem também o valor modal, isto é, as formas do conjuntivo, ou do futuro. 2.3.3. O emprego do futuro perfectivo com o valor do "presente histórico", obrigatório na língua polaca do século XV, facultativo nos séculos XVII-XIX, desapareceu quase completamante na língua do século XX. O futuro "histórico dramático" ocorre no polaco contemporâneo apenas numa construção fixa de uso muito pouco frequente, com a expressão jak nie (tradução impossível).Note-se ainda que as outras línguas eslavas não seguiram a mesma evolução. Enquanto o referido uso das formas perfectivas é obrigatório em checo, muito pouco frequente em russo (assim como em polaco), é completamente impossível em búlgaro. 17.Siedze w bibliotece i czytam, gdy nagle wichura jak nie otworzy okna, jak nie zwali kwiatow ... (Estou sentada na biblioteca e estou a ler, de repente a tempestade abre as janelas, caem as flores ...) 3.1. Todos os exemplos por nós citados evidenciam que as formas polacas do futuro perfectivo não servem apenas para exprimir os processos futuros. Como foi demonstrado aqui, estas formas podem assumir duas funções distintas: uma na expressão do futuro, e a outra, na expressão do "não-futuro", isto é do presente, dito "não-actual". A forma do futuro simples, chamada "de potencialidade", está pouco relacionada com a expressão de tempo, mas apresenta um valor modal que lhe imprimiu o locutor. Em português, para notar diferenças entre as diferentes formas verbais que exprimem o futuro, é preciso analisar estas formas no seu conjunto. A análise das referidas formas evidencia que o seu uso temporal se relaciona com uma componente modal, exprimindo assim os diferentes graus de certeza ou de incerteza. Portanto, a opção entre diferentes formas verbais portuguesas que exprimem o futuro depende da escolha do falante que assim pode relevar: "a sua intenção, a sua disposição, o seu plano, a predeterminação dentro de uma relação de causa e efeito elaborada, por vezes, com base em conhecimentos experienciais ou outros"4. 3.2. O quadro abaixo integra os processos disponíveis na língua portuguesa para exprimir os processos, designados em polaco através do futuro perfectivo:
Bibliografia - Manuel de Paiva Boléo, "Os valores temporais e modais do futuro imperfeito e do futuro perifrástico em português", Biblos, Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra XLI (Coimbra, 1974) 87-115. - Didier Castagnou, "Le présent perfectif slave n´est qu´un futur?", Rocznik Slawistyczny 23 (Warszawa, 1964) 27-45. - Barbara Hlibowicka-Weglarz, Processos de expressão do aspecto na língua portuguesa, Lublin, Wydawnictwo UMCS, 1998. - Fátima Oliveira, "O futuro em português: alguns aspectos temporais e|ou modais", Actas do I Encontro da Associação Portuguesa de Linguística (Lisboa, 1985) 353-373.
Notas 1. Em polaco, o sistema das oposições aspectuais baseia-se na distinção entre os verbos chamados imperfectivos e os verbos chamados perfectivos. De modo geral, os verbos que formam um par aspectual, são construídos sobre uma mesma base e marcados pela presença num, ou em ambos os verbos, de afixos derivacionais. Assim, esta oposição, que se faz principalmente pela prefixação e pela sufixação, é marcada no léxico. Se compararmos o sistema aspectual da língua polaca e da portuguesa verificamos que, enquanto em polaco as oposições aspectuais se exprimem por meios derivacionais, em português este sistema encontra-se fortemente ligado ao sistema temporal. - Henryk Sienkiewicz , Quo vadis?, Texto integral, Lisboa, Publicações Europa-América, 1974. 3. Mazon (1914) citado por Castagnou (1964: 32). 4. F. Oliveira (1985: 355). |