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Fernando Pessoa: do Primeiro Fausto aos heterônimos

 
Andréa Batalha dos Santos

1. Introdução

Qualquer estudo sobre o Primeiro Fausto de Fernando Pessoa deve partir de dois problemas iniciais. O primeiro deles é o natural caráter fragmentário de um texto inacabado. O outro é a própria questão do gênero. Sabe-se que se trata de uma série de poemas organizados em forma de cenas, o que indicam um projeto dramático. No entanto, alguns trechos apresentam um grau tão significativo de lirismo, que facilmente se prestariam a uma análise que minimizasse seus aspectos dramáticos, já que são muito poucas, inclusive, as marcações teatrais.

"As disquisições intelectuais e abstratas de cujo desenvolvimento Pessoa esperava extrair a matéria dramática do Fausto não dariam em si mais de uma série de solilóquios – as falas de Fausto – que oscilam entre as meditações filosóficas desgarradas e os poemas embrionários"1

A principal hipótese deste trabalho é a de que este poema - sobre o qual Pessoa se debruçou por mais de vinte anos2 - pode servir ao estabelecimento de relações com os diversos heterônimos de Fernando Pessoa e de suas diferentes posturas frente à vida, à morte, o amor e, principalmente, o conhecimento.

Esta leitura intertextual do Fausto tem um objetivo procurar elementos que comprovem a afirmação de que este texto pode ser visto como uma espécie de gênese da "essência dramática da heteronímia pessoana"3. Como se sabe, não é de hoje que os textos de Pessoa são vistos a partir desta perspectiva. Sempre foi apontada a importância do diálogo 4 na lógica de sua obra, quer através da negação ou da afirmação. Este tipo de movimento é um dos indícios do alto grau de filosofia de que a obra de Fernando Pessoa está impregnada. Negar e afirmar fazem parte , antes de tudo, de questionar. E o que é questionar , senão filosofar ?

"O projeto faustiano repercutiria, portanto, as ressonâncias filosóficas (ontológicas e metafísicas) que ecoam por toda a poesia de Pessoa, em antinomias múltiplas e sucessivas(...)"5

Assim, tanto estas múltiplas correspondências, quanto a visão filosófica de Pessoa encontram-se de sobremaneira bem acabadas no Primeiro Fausto. Apesar de sempre relegado a uma espécie de limbo literário – por razões já mostradas – seu caráter de texto filosófico por excelência nunca foi negado. Daí que consideremos este texto como central no que tange à temática metafísica da poesia de Pessoa; o lugar literário onde nascem os principais temas tratados pelos heterônimos:

"A esta luz, os fragmentos não são meros resíduos da poesia heteronímica, mas verdadeiros indícios de sua origem. Neles detectamos não só os ‘motivos" polares que se repercurtem de heterônimo a heterônimo, mas ainda o fundamento de multiplicidade de linguagens poéticasque se fixaram"6

Como dito anteriormente, a intertextualidade já é por si só uma das mais atraentes nuances da obra de Fernando Pessoa. Ler Whitman, Blake e Wordsworth, no entanto, não basta. É preciso também ler Pessoa em Pessoa, procurando a um só tempo confluências e contradições. Tudo o que faz de Pessoa rigorosamente o que um dia se propôs ser: "que pode um homem de gênio fazer senão converter-se ele só numa literatura?"7

2. Constituição do poema:

Uma das poucas coisas que podem ser afirmadas acerca do Primeiro Fausto de Pessoa é a sua relação com o texto anterior de Goethe. Aliás, o conhecimento do enredo do peça do escritor alemão é de grande importância para uma maior produção de sentido dentro do fragmentário e inacabado texto pessoano.

A estruturação (ou falta de) do poema se dá a partir do conflito de preceitos abstratos representados pelos quatro temas em que Pessoa planejava organizar sua obra ( "O mistério do mundo"; "O horror de conhecer"; "A falência do prazer e do amor" e "O temor da morte") e de mais dois diálogos soltos.

Todos os temas são discutidos neste projeto de drama a partir da voz do próprio Fausto sob a forma de monólogos8. Não há, sequer, marcações de cena, ou indicações de falas de personagens ,numa significativa aproximação com a poesia lírica – muito mais adequada às investigações metafísicas . É também importante, antes de passarmos à analise dos textos, situar a importância do mito do Fausto, uma espécie de símbolo da luta da inteligência contra a vida . A escolha desta personagem revela , assim, muito mais do que a influência que a leitura de Goethe teria exercido sobre Pessoa, o quanto da busca do Fausto pela plenitude é também um pouco a busca por uma possível plenitude poética.

Esta busca pela síntese revela-se também pela grande quantidade de paradoxos que o texto apresenta. Tão caro a grandes sonetistas da estatura de Camões e Antero, o paradoxo é o procedimento poético mais viável à veiculação de idéias filosóficas por sempre implicitar – através de suas formas aparentemente antagônicas – um questionamento. A principal tônica da obra de Fernando Pessoa.

3. Os temas :

3.1 Primeiro tema: O mistério do mundo

Este primeiro tema , como não poderia deixar de ser, é introduzido por uma indagação:

I

Quero fugir ao mistério
Para onde fugirei?
Ele é a vida e a morte
Ó Dor, aonde me irei?9

Certamente que este trecho refere-se ao momento em que , na peça de Goethe, Fausto encontra-se atormentado por tudo o quanto não conhece. Neste momento ,tudo o que importa é o significado oculto das coisas:

VI

Ah, tudo é símbolo e analogia!
O vento que passa, a noite que esfria,
São outra coisa que a noite e o vento –
Sombras de vida e de pensamento.
 
Tudo o que vemos é outra coisa.
A maré vasta, a maré ansiosa,
É o eco de outra maré que está
Onde é real o mundo que há.
 
Tudo o que temos é esquecimento.
A noite fria, o passar do vento,
São sombras de mãos, cujos gestos são
A ilusão madre desta ilusão.10

A referência à alegoria da caverna de Platão é clara. A realidade não passa de um conjunto de reminiscências de algo maior, impossível de ser apreendido pelo senso comum. Tudo o que vemos, seriam sombras que descaracterizam as verdadeiras figuras que só podem ser vistas do lado de fora da caverna. Neste momento , a busca de Fausto é pelo passe para o lado de fora. Para onde as coisas são realmente verdadeiras.

Mas qual a visão do "Mestre Caeiro" acerca do sentido oculto das coisas?

"Sempre que olho para as cousas e do que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
 
Porque o único sentido oculto das cousas
É que não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos dos filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender."11

Um leitor desprevenido dificilmente acreditaria que um só autor seria capaz de expor visões de mundo tão notadamente antagônicas. Curiosamente, até as atmosferas dos poemas parecem completamente opostas. Se no Fausto sobejam noites e abismos, Alberto Caeiro é certamente o mais ensolarado dos heterônimos de Pessoa.

No entanto, no debate filosófico travado entre o Pessoa/Caeiro e o Pessoa/Ele mesmo é possível encontrar pontos em comum . Em ambos, é destacado o caráter irreversível da dor que resulta dessa busca. Uma vez perdida a inocência, não há como percorrer o caminho de volta:

"E eu pensando em tudo isto,
Fiquei outra vez menos feliz...
Fiquei sombrio e adoecido e soturno
Como um dia em que todo o dia a trovoada ameaça
E nem sequer de noite chega..."12
 
"Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava eu de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos...
Entristecia e ficava às escuras."
13

Um trecho do Fausto , comprova a tese de Caeiro:

"Mundo, confranges-me por existir.
Tenho-te horror porque te sinto ser"14
 
"Só a inocência e a ignorância são
Felizes, mas não sabem. São-no ou não?
Que é ser sem no saber? Ser, como a pedra,
Um lugar, nada mais."
15

No entanto, ainda assim, Fausto sente-se irremediavel e obssessivamente atraído pela aventura do conhecimento, ainda que consciente do seu caráter ilusório:

"O segredo da Busca é que não se acha"16

É possível observar, inclusive, que este debate pode se estender , inclusive, às possíveis influências de Pessoa. O poeta do Fausto bebe na fonte do poeta místico inglês, William Blake, cuja máxima mais célebre é justamente aquela que diz que se "as portas da percepção fossem desobstruídas, tudo pareceria ao homem como realmente é: infinito"17

O desprezo pela mística e pela metafísica , presentes textualmente em Caeiro, para quem as coisas têm existência , não significação :

"Tu, Místico, vês significação em todas as cousas.
Para ti tudo tem um sentido velado.
Há uma coisa oculta em cada coisa que vês.
O que vês, vê-lo sempre para significar outra coisa"
18

Está presente , de maneira também significativa em Álvaro de Campos:

"Não me venham com conclusões
(...)
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
(...)
Se têm a verdade, guardem-a!"

Caeiro e Campos revelam uma outra leitura de Fernando Pessoa: Walt Whitman, o aedo que desprezava rima e métrica e que cantava a sua nação através da exaltação da simplicidade , das "folhas da relva", do senso comum, o oposto de tudo o quanto o Fausto representa:

"Quando ouço o sábio astrônomo,
Quando as provas, as figuras, são postas em coluna diante de mim
Quando me mostram os gráficos e os diagramas para serem medidos, somados, divididos
Quando ouço o sábio astrônomo e sua conferência muito aplaudida
Rapidamente me sinto farto e cansado
Até me levantar e sair de encontro ao místico ar da noite
Para de tempo em tempo,
Olhar, em silêncio, as estrelas"19

3.2. Segundo Tema: O horror de conhecer

Neste momento do projeto de Pessoa, a personagem central já teria conseguido acesso a tudo o quanto no mundo se pode conhecer e já esta consciente do quão vã foi sua busca.

Quem melhor descorre sobre esta crise da personagem é Manuel Gusmão em seu Fausto ou o poema impossível. É aqui que melhor se desenham os paradoxos do texto de Pessoa. Conhecer, agora , é o mesmo que ignorar. Toda a busca termina na impossibilidade de plenitude, já que quanto mais se sabe- na melhor tradição aristotélica- só revela o quanto mais falta conhecer. É esta consciência que atormenta a alma de Fausto.:

III

Porque, pois buscar
Sistemas vãos e filosofias,
Religiões, seitas, [voz de pensadores]
Se o erro é a condição de nossa vida,
A única certeza de existência?
Assim cheguei a tudo isto: tudo é erro,
Da verdade há apenas uma idéia
À qual não corresponde a realidade.
Crer é morrer; pensar é duvidar;

IV

Quanto mais fundamente penso, mais
Profundamente me descompreendo.
O saber é a consciência de ignorar...
20

Neste ponto deparamo-nos com três dicotomias essenciais:

1.Verdade/Erro:

A ânsia da verdade se destrói no erro de que, na verdade, não há verdade a ser descoberta

2.Conhecer/Ignorar:

Conhecer, é necessariamente descobrir para si a ignorância.

3.Compreensão/Incompreensão:

O esforço pela compreensão só termina em mais incompreensão.

Nos três casos o segundo termo anula o primeiro , e é justamente a partir daí será operada uma mudança de perspectiva na personagem. Se antes, havia o desprezo por tudo o que era espontâneo, natural e intuitivo. A partir do aparecimento da personagem Maria, Fausto passará a tentar entender a vida a partir da experiência e assim passaremos a assistir a quebra de uma outra importante dicotomia: a relação sbjetividade/objetivide. Agora, Fausto anseia "fazer parte", e não apenas "entender", dentro da mais autêntica tradição Alberto Caeiro.

3.3 Terceiro Tema : A falência do prazer e do amor

Na sua busca pela plenitude, Fausto decide experimentar de tudo:

I

Beber a vida num só trago, e nesse trago
Todas as sensações que a vida dá
Em todas as suas formas.21

A relação com Álvaro de Campos não poderia ser mais óbvia:

"Sentir tudo de todas as maneiras
Viver tudo de todos dos lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento, difuso, profuso, completo e longínquo."
22

Tanto Fausto como o eu lírico exposto são exemplares do extremo individualismo que se vislumbrava na figura do Fausto de Goethe23

No entanto, quando a decepção é inevitável, é com Ricardo Reis - para quem "sábio é quem se contenta com o espetáculo do mundo"24 - que a personagem de Pessoa dialoga na exposição da efemeridade das coisas da vida.

No entanto, Fausto não conseguesequer ensaiar viver a vida que queria conhecer:

"O amor causa-me horror; é abandono,
Intimidade...
...Não sei ser inconsciente
E tenho para tudo[...]"

"A consciência , o pensamento aberto, tornando-o impossível"25

Assim, mesmo o amor – síntese da plenitude - revela-se inócuo e insuficiente. A maior das decepções:

"É isto o amor? Só isto? [...]
Sinto ânsias, desejos,
Mas não com meu ser todo. Alguma cousa
No íntimo meu, alguma cousa ali
Fria, pesada, muda – permanece.
 
[P’ra] isto deixei eu a vida antiga
Que já bem não concebo, parecendo
Vaga já.
Já não sinto agonia muda e funda
Mas uma, menos funda e dolorosa,"
26

Daí que o isolamento seja inevitável e a morte, a única coisa a se conhecer:

"Um cansaço violento e desmedido
De existir e sentir-me aqui, e um ódio
Nascido disto, vago e horroroso,
A tudo e a todos"
27

Desse sentido de falência surge o último tema proposto por Pessoa, onde provavelmente começaria a se delinear o desfecho do enredo que pretendia.

3.4 Quarto tema : O temor da morte

Para Eduardo Lourenço, os dois temas-chave do Fausto são o da "realidade como sonho" e da impotência radical da linguagem para dar expressão a este sonho:28

"Basta ser breve e transitória a vida
Para ser sonho. A mim, como a quem sonha
E obscuramente pesa a certa mágoa
De ter que despertar – a mim, a morte
Mais como horror de me tirar o sonho
E dar-me realidade , me apavora,
Que como morte"
29

A efemeridade da vida é encarada de maneira diversa pela sabedoria pagã de Ricardo Reis:

"Aguardo, equânime, o que não conheço-
Meu futuro e o de tudo.
No fim tudo será silêncio, salvo
Onde o mar banhar nada"
30

Não há "horror de morrer" ou medo do mistério:

"Gela-me a idéia de que a morte seja
O encontrar o mistério face a face
E conhece-lo. Por mais mal que seja
A vida e o mistério de a viver
E a ignorância em que a alma vive a vida,
Pior me [relampeja] pela alma
A idéia de que enfim tudo será sabido e claro..."
31

O horror de morrer funde-se , assim, com o de conhecer. O que teme Fausto, neste momento, senão a única verdadeira chance de atingir a plenitude? Mesmo que seja a verdade de que depois, nada existe. Desta forma, a metamorfose que a personagem experimenta ao longo dos três temas é circular. Fausto volta para o momento inicial , ao zero. Ele, que pode conhecer tudo o quanto é permitido ao homem conhecer, tem diante de si um precipício. Lançar-se a ele seria, de certa maneira, afirmar a inexistência desta transcendência.

4.Conclusão

O projeto "impossível" ou "frustrado" de Fernando Pessoa deve ser lido à luz das teorias que dão conta de que este texto como uma espécie de tubo de ensaio onde Pessoa – alquimicamente- misturava as poções que mais tarde se transformariam nos poemas de Reis, Caeiro e Campos. O projeto maior, de converter-se em uma literatura, talvez necessariamente sacrificasse a meta do poema dramático que tentasse sintetizar sua visão filosófica. Até porque, como se viu, a unidade em Fernando Pessoa se viabiliza apenas a partir de uma visão panorâmica de sua obra, a partir da perspectiva da própria diversidade, não de qualquer espécie de síntese.

É urgente, também, a revisão das opiniões que relegam ao Primeiro Fausto um papel de destaque no que tange à filosofia , mas esteticamente secundário. Ler os trechos fora do horizonte do enredo são uma chance única não só de penetrar na própria oficina dos heterônimos, como vislumbrar momentos de lirismo à altura dos melhores poemas produzidos por Pessoa.


Bibliografia

GOETHE, J.W. Fausto . São Paulo: Abril Cultural, 1976

LOURENÇO, Eduardo. Poesia e metafísica. Lisboa: Sá da Costa, 1983

OLMOS, Susan.(org) . Early romantic poetry. London: Longman, 1991

PESSOA, Fernando. Obra em prosa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguillar, 1993

PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguillar, 1977

SEABRA, José Augusto. Fernando Pessoa ou o poetodrama. São Paulo: Editora perspectiva, 1974.

WATT, Ian. Mitos do individualismo moderno. Rio de Janeiro: Zahar, 1997

WHITMAN, Walt. Leaves of grass. London: Oxford, 1990


Notas

1. SEABRA, José Augusto. Fernando Pessoa ou o poetodrama. São Paulo: Editora Perspectiva, 1974 (p.24)

2. Este aspecto da obra reforça a idéia de que não foi por falta de tempo que Fernando Pessoa não teria finalizado o poema. Manuel Gusmão, em estudo sobre o texto chega a defini-lo como "poema impossível", um texto naturalmente paradigmático, sem possibilidade de realização plena, mas que contém em si a síntese dos principais conflitos intelectuais que a poesia de Pessoa apresenta e investiga ao longo de toda a sua obra. Seabra atribui esta impossibilidade ao excesso de racionalização do projeto.

3. SEABRA, José Augusto. Fernando Pessoa ou o poetodrama , São Paulo: Perspectiva, 1974 (p.19)

4. seja dos heter6onimos uns com os outros, ou consigo próprios.

5. SEABRA, José Augusto. São Paulo: Perspectiva, 1974 (p.24)

6. SEABRA, José Augusto. Fernando Pessoa ou o poetodrama.. São Paulo: Editora Perspectiva, 1979. (p.20)

7. PESSOA, Fernando. "Gênese e justificação da heteronímia" In:__ Obras em prosa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguillar, 1993. (p-83)

8. Com exceção, é claro dos dois diálogos.

9. PESSOA, Fernando. Obra poética .Rio de Janeiro: Editora Nova Aguillar, 1977 (p.453)

10. Ibid (pp. 453-454)

11. Ibid (p.223)

12. Ibid (p.206) Caeiro

13. Ibid (p.222) Caeiro

14. Ibib. (p.454)

15. Ibid (p.465)

16. Ibid (p.455)

17. BLAKE, William. In : Early Romantic Poetry London; Longman, 1993

18. PESSOA,Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguillar, 1977. ( p.233)

19. WHITMAN, Walt. Leaves of Grass. London: Oxford, 1990 (p.214)

20. Ibid. (p. 344)

21. Ibid. (p.473)

22. Ibid. (p.344)

23. Ver WATT, Ian. Mitos do individualismo moderno . Rio de Janeiro: Zahar, 1997

24. PESSOA, Fernando. Obra poética . Rio de Janeiro: Ediotra nova Aguillar, 1977.(259)

25. Ibid p. (478)

26. Ibid (p.479)

27. Ibid (p.479)

28. LOURENÇO, Eduardo. Poesia e metafísica . Lisboa; Sá da Costa, 1983. (p.207)

29. PESSOA, Fernando. Obra Poética .Rio de Janeiro: Editora Nova Aguillar, 1977. (p.484)

30. Ibib. P. (291)

31. Ibid. (p.483)