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Os cercos à fortaleza de Diu e a epopéia portuguesa

 
Andréa Doré

Hernâni Cidade, ao tratar da literatura portuguesa dos séculos XV e XVI, considera como obra principal da chamada "literatura da expansão" o poema épico Os Lusíadas, de Luís de Camões, porque revela a realidade histórica e geográfica, a astronomia, as ciências da natureza, a etnografia e, mais do que objeto de deleite, pretende "fixar para a posteridade as façanhas" com que os portugueses serviram o interesse nacional e o humano (CIDADE: 1963, 327). Começo então com um trecho de Camões para em seguida desenvolver a relação entre três elementos. O primeiro é este grande épico. O segundo é o desejo de exaltar os feitos portugueses por meio da epopéia, a moderna. E o terceiro vértice são as narrativas de cercos militares. Este gênero de documento que integra a chamada "literatura da expansão" tem sido pouco estudado, muito diferente da fortuna obtida pelas narrativas de naufrágios, por exemplo, que conheceram muitas edições populares ainda no século XVI. No ano passado mesmo uma parte das histórias reunidas na segunda metade do século XVIII por Bernardo Gomes de Brito foi reeditada pela Lacerda Editores, do Rio de Janeiro.

No (Canto II, estância 50), escreve então Camões:
Vereis a inexpugnável Dio forte
Que dous cercos terá, dos vossos sendo.
Ali se mostrará seu preço e sorte,
Feitos de armas grandíssimos fazendo.
Envejoso vereis o grão Mavorte
Do peito lusitano, fero e horrendo.
Do mouro ali verão que a voz extrema
Do falso Mahamede ao céu blasfema.

Assim Júpiter tranquiliza Vênus, protetora do herói português, descrevendo o que os portugueses farão na Ásia, mesmo depois da viagem de Vasco da Gama, matéria central do poema.

No Canto décimo, novamente por meio de profecias, desta vez de Calíope, fala-se das vitórias em Diu, por doze estrofes. O poeta conclui a história do cerco dizendo:

Feitos farão tão dinos de memória
Que não caibam em verso ou larga história
(Canto X, estância 71- 7-8)

Antes dessa estância, no entanto, sem que tenha sido explicitado, se reconhece fortificações portuguesas não só a de Diu, como de Chaul, Baçaim, Malaca.

Fortalezas, cidades e altos muros
Por eles vereis, filha, edificados;
Os turcos belecíssimos e duros
Deles sempre vereis desbaratados.
(Canto II, estância 46)

Os cercos de Diu estão então entre os grandes feitos portugueses dos tempos das descobertas, dignos de serem descritos por Camões.

Os princípios estruturais do poema épico, aplicados de forma singular por Camões, estiveram, no entanto, também presentes mesmo que de forma imperfeita em outros obras produzidas durante o século XVI sobre o tema das navegações portuguesas. Encontramos, nos textos que descrevem os cercos militares, a preocupação de não esquecer os feitos portugueses e a melhor forma de fazê-lo, naquele momento, era por meio de um poema épico. Como afirma Chaves Melo, as façanhas portuguesas "exaltaram o sentimento patriótico lusitano, de modo que havia no ar, nas almas, na sociedade, um anseio, um clamor por que se celebrassem em alados versos as glórias da pequena-grande nação" (CAMÕES: 1980, 49)

O objetivo desta comunicação é abordar sucintamente as realizações portuguesas no século XVI como a fonte temática da epopéia portuguesa — vale lembrar também a obra de Sá de Meneses, de 1634, uma epopéia influenciada por Ariosto intitulada Malaca conquistada —, onde os cercos militares ocupam um lugar importante. A partir desse fato destacam-se dois aspectos presentes em Os Lusíadas que ocorrem também nos poemas que descrevem os cercos à fortaleza portuguesa de Diu e que por isso os colocaria entre as tentativas de epopéias modernas: a narração de fatos verdadeiros e a comparação com os heróis das epopéias clássicas, gregos e romanos, dando vantagem aos portugueses.

Vou aqui destacar as narrativas de cercos militares sofridos em Diu, me atendo aos textos em verso, mesmo que os escritos em prosa partilhem igualmente o objetivo de divulgar e "fixar para a posteridade" os feitos portugueses.

Localizando rapidamente esses acontecimentos, temos que durante o século XVI, a política visando a inserção portuguesa no comércio do Oceano Índico era fortemente marcada pela construção de fortalezas em pontos estratégicos da costa ocidental da Índia e na Ásia do Sudeste, fortificações estas que deveriam permitir o controle da circulação das mercadorias ao mesmo tempo em que inauguravam, ainda que de forma isolada, uma implantação no território. Este modelo de ocupação levou a situações de conflito que se caracterizaram por cercos, alguns deles decisivos para a fixação de feitorias portuguesas, como o da cidade de Malaca, de Chaul e de Diu, entre outros. Seria correto dizer que os estabelecimentos portugueses na costa da Índia ao longo desses dois séculos, em algumas localidades de forma mais acentuada do que em outras, se caracterizaram por situações de "fronteira", em que as frágeis feitorias portuguesas eram constantemente pressionadas pelos reinos locais, como já afirmou Dejanirah Couto, uma estudiosa do assunto (COUTO: 1996, 111).

As narrativas que tratam desses embates são um concentrado de informações sobre a disposição portuguesa diante do habitante da terra, inicialmente invadida, que passa a querer invadir o enclave português. O principal sentimento exaltado nessas narrativas é o desejo de obter honra e glória na luta contra os infiéis, resultando na morte, se necessário.

O primeiro cerco de Diu, cidade localizada no extremo norte da costa ocidental da Índia, foi imposto aos portugueses pelos turcos em 1538. No de 1546, o sultanato do Guzarate e seus vizinhos se reuniram para vingar a morte de Bahadur, sultão de Diu, assassinado pelos portugueses em 1538. Os portugueses conseguiram resistir ao novo cerco, mas a fortaleza foi quase totalmente destruída.

Os textos em verso dessas duas batalhas não são grandes monumentos literários, mas podem ser considerados frutos do esforço, não tanto do ponto de vista estético, mas sobretudo temático, de contrução da grande epopéia portuguesa, mesmo que Camões já a tivesse escrito poucos anos antes.

É interessante notar que tanto Os Lusíadas como os dois poemas aqui descritos receberam parecer favorável da Inquisição, tendo sido examinados pelo mesmo censor, Frei Bartolameu Ferreira. O poema de Camões em 1571, o do primeiro cerco de Diu em 1587 e do segundo em 1574. Não se cotejou aqui os três textos, mas um trabalho minucioso nesse sentido poderia destacar a influência do primeiro nos dois seguintes. O censor, em relação aos dois poemas que descrevem os cercos, tem o mesmo juízo: "he lição e história que edificará, por tratar de vitorias de cristãos contra infiéis".

O modelo do poema épico, em linhas gerais, se repete nos textos que tratam dos cercos. De acordo com as epopéias clássicas, o poema abre com a Proposição, em que o poeta anuncia o tema, o objeto e o objetivo do seu canto. Prossegue com a Invocação feita à musa pedindo inspiração. Depois, a Dedicatória e os primeiros passos da narração, numa síntese da matéria cantada e, finalmente, a Narração.

O primeiro cerco que os turcos puserão ha fortaleza de Diu nas partes da Índia é de autoria de Francisco de Andrade. São vinte cantos que variam entre 90 e 130 estrofes de 8 versos. Não posso citar outra edição além daquela feita em Coimbra em 1589.

No lugar das musas, o autor pede a Deus inspiração para escrever o poema:

Socorre eterno senhor supremo,
Porque eu em mar tam largo desatino
Ond’hu naufragio certo espero & temo
Se me faltar o teu favor divino
Nem m’atrevo chegar a tanto estremo
D’alto verso, sem ti, que o faço dino
D’aquelles q por ti con peitos fortes
Derão & receberam crueis mortes.
(Canto I, estrofe 2)

Nesta segunda estrofe a Proposição e a Invocação aparecem juntas.

Pela seqüência dos acontecimentos descritos nesse poema e pelo tempo que o separa do que é narrado (o primeiro cerco data de 1538), pode-se supor que o autor utilizou como base o texto de Lopo de Sousa Coutinho, um participante do cerco que escreveu uma narrativa, em prosa, e a publicou em Lisboa em 1556. A narrativa é dedicada a Dom João III, rei de Portugal, na qual o autor salienta que é coisa muito antiga e costumeira que os feitos ilustres e famosos sejam "postos em memória, porque o tempo com seu discurso & diversos efeitos, os não consuma e anule". Em seu "grosseiro estilo", como ele mesmo afirma, se compromete a escrever "não fantasiadas imaginações", mas o que viu com seus próprios olhos, a mesma preocupação expressa por Camões e os outros dois autores, como veremos.

Nos cantos XI e XII, Francisco de Andrade fala longamente de Lopo de Sousa. E a última estrofe contém exatamente as mesmas informações com que a narrativa em prosa é concluída: um curioso diálogo que se passa após a partida dos Turcos. Eles deixam cerca de 400 feridos que, questionados por um senhor da terra se os Portugueses eram bons homens de guerra, responderam que só os Portugueses da natureza eram "dignos de ter barbas & que as outras nações seguissem o estilo das mulheres."

O poema que narra o segundo cerco é de Jerônimo Corte Real: Sucesso do Segundo Cerco de Diu. Estando Dom Joham Mazcarenhas por capitam da fortaleza. Anno de 1546. São 21 cantos e a primeira edição é de 1574, de Lisboa.

O primeiro canto começa com a Proposição:

As forças, a destreza, a valentia,
Opiniam, valor, e esforço grande
Dos Portuguezes canto: e o trabalho
De hum perigoso, estreito, duro cerco.
A batalha tambem canto daquelle
Insigne Visorey dom Joan de Castro.
Na qual os Capitães do gram Mamude
Forao todos vencidos: e a Cidade
Populosa de Diu toda entregue
Ao furor dos Soldados, cobiçosos
Da Honrada fama, mais que de riquezas.

A Invocação, o pedido de inspiração ele também não o faz às musas, mas a Jesus e a Virgem Maria. Ele deixa as musas e invoca a fonte:

Deixo o monte Parnaso, e a Cabalina
Fonte, tam celebrada noutro tempo.
Deixo Apolo, e Minerva: deixo as Musas
Que os antigos Poetas invoncarao,
Nam alcançando o bem tam verdadeiro
De nossa Fé sagrada, e luz divina.
O gram Calvario invoco, invoco a fonte

Mesmo assim, não faltam no poema menções à ação dos deuses, como matéria de poesia, como justifica o censor Frei Bartalomeu. Ao final, utilizando o mesmo artifício de Camões, já inspirado em Virgílio, o autor faz uso de profecias para descrever o que aconteceria depois do cerco. Um velho - o Merecimento - fala ao vice-rei da Índia, D. João de Castro, que é levado ao Templo da Victoria, onde os feitos da África e Índia estão pintados em uma parede. Entre as profecias está também a do nascimento do próprio rei D. Sebastião, a quem é dedicado o poema e que "tantas cousas dele o ceo promete".

Estes dois poemas, apesar de não seguirem rigorosamente a estrutura da epopéia clássica, se encaixam na definição básica de epopéia: a narrativa poética de qualquer ação grandiosa, a ciência literária lhe reservando dois sinais definidores: a extensão narrativa e a excepcionalidade da ação e dos temas (BUESCU: 1997, 36).

O que se espera salientar também é que, na esteira de Os Lusíadas, eles igualmente se distanciam da epopéia clássica para se filiar à epopéia moderna inaugurada por Camões. Para a reflexão que segue foram de grande importância os comentários de Maria Leonor Carvalhão Buescu de seu artigo "Os Lusíadas e o exotismo literário".

A autora considera que o poeta épico, autor da epopéia, "distanciando-se do historiador ou do cronista que convoca o factual, preferirá ou será obrigado pelo cânone a preferir a discordância propriamente artística entre os tempos da narração e da acção" (Idem, 36). Diferentemente então dos textos de Homero e Virgílio, que se reportam a fatos de um passado distante, Camões se inspira no presente e seu poema é, pois, "uma resposta moderna ao imediato" (Idem, 37). Da mesma forma, Francisco de Andrade e Jerônimo Corte Real tratam de um presente que não querem ver esquecido.

Nesta "epopéia moderna" de padrão camoniano descrita por Buescu, encontramos ainda dois elementos. O primeiro é a superioridade dos modernos.

Na carta ao leitor, Jerônimo Corte Real diz que vai "mostrar que os feitos portugueses não diferem das proezas inimagináveis dos gregos, troianos e romanos, "impossíveis pela elegância das palavras". Essa comparação, inevitável, com os feitos que inspiraram os épicos clássicos, também está presente na obra de Camões. Para citar apenas um exemplos:

Se do grande valor da forte gente
De Luso não perdeis o pensamento,
Deveis de ter sabido claramente,
Como é dos fados grandes certo intento,
Que por ela s’esqueçam os humanos
De assírios, persas, gregos e romanos.
(Canto I, 24,3-8)

Se os feitos de Roma e Tróia não superam os dos portugueses, cabe a estes divulgar a sua superioridade. Buescu cita um trecho do Cancioneiro Geral de Garcia de Rezende que ressalta a modéstia portuguesa — se podemos chamar assim — em relação a outros povos da Europa:

"Porque a natural condição dos portugueses é nunca escreverem coisa que façam (...) porque se os feitos tivessem sido feitos por Roma, Tróia e todas as outras antigas crónicas e histórias, não achariam maiores façanhas nem mais notáveis feitos do que dos nossos naturais se podiam escrever assim dos tempos passados como de agora" (BUESCU: 1997, 38).

Essa "natural condição dos portugueses" é testemunhada por outros autores. Lopo de Sousa Coutinho, autor da narrativa do primeiro cerco que serviu de base para Francisco de Andrade escrever seu poema, tem uma opinião semelhante. Ao descrever a façanha de um soldado português que arrancando um dente armou sua espingarda e o atirou nos inimigos, ele afirma:

"Deste só caso, sei eu gente na Europa que fez gran volume, assentando em cabeceira de mesa mas eu sou tão português que ainda que este homem atirara com quantos dentes tinha na boca, & com cada um matara muitos inimigos, não gastara mais regras em seu louvor. Porque cousa é mui costumada em os Portugueses, ofenderem seus inimigos com as cousas impossíveis, quando as possíveis lhes faltam. E pois este é o verdadeiro & acostumado trajo Português."

Francisco de Andrade, assim como Jerônimo Corte Real, quer ver mudado este quadro. O primeiro escreve no Canto III, 7-8:

Heróicos varões, eu direi tanto
De vós, que ao mundo seja inveja e espanto.

e Corte Real conclui assim a apresentação de seu poema: "Como português desejo ver as coisas da pátria engrandecidas e divulgadas por todas as nações."

O outro elemento inserido por Camões em seu poema e presente também nas outras duas obras é a preocupação com a verdade. Buescu chega a afirmar que "o verídico é a condição da epopéia moderna" (Buescu: 1997, 40).

No Canto V, Camões compara as invenções dos antigos com a verdade dos feitos portugueses:

Nestas fábulas vãs, tão bem sonhadas,
A verdade que eu conto, nua e pura,
Vence toda gradíloca escriptura!
(Canto V, 89, 6-8)
E Corte Real, na Invocação, pede:
Ajudai-me Senhor, para que cante
Dos vossos Capitaes os grandes feitos,
Que no cerco de Diu bem mostrarao
Ser por Vós ajudados, e regidos.
Informai meu estillo, e juntamente
Guiay a minha lingua grossa, e ruda:
Para que dê notícia eterna ao mundo,
Das mortes, dos estragos, dos incendios:
Daquelle grande estrago, e total perda,
Que em Diu receberam os imigos
De vossa sancta Fé, e sacro nome.
(Canto I)

Conclusão

Tema legítimo do poema épico, a experiência de um cerco não significou momentos isolados na história da presença portuguesa no Oriente. Muito pelo contrário. Assim como a construção de fortalezas representou uma estratégia de inserção no e de ocupação do território, era inevitável que muitos conflitos tivessem lugar no espaço limitado envolvido pelas muralhas. Podemos ainda avançar que a experiência do cerco na expansão portuguesa equivale a do naufrágio. Não são poucos os paralelos possíveis entre essas duas situações limite. A fortaleza e o navio são igualmente espaços de reclusão. Em um vive-se a espera do assalto, em outro os riscos da calmaria. No momento do naufrágio e do assalto, vive-se o medo da morte e o desejo de salvar a alma. O mar é o inimigo assim como os infiéis.

E o tema atrai tanto autores de epopéias ditas modernas, comprometidos com a verdade dos fatos como autores de textos ficcionais. A História do Cerco de Lisboa, de José Saramago, onde a libertação da cidade das mãos dos mouros caberia apenas aos portugueses, sem a ajuda dos cruzados; A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco, em que, após o naufrágio de um navio, o protagonista se salva em um barco abandonado e passa a rememorar um cerco vivido na juventude na cidade de Casale; e O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzatti, a eterna vigília na fortaleza à espera de um ataque que traga honra e glória, são apenas alguns exemplos. A atração que o tema exerce entre os ficcionistas pela capacidade de exacerbar os sentimentos e levar a comportamentos limites — o medo, a escassez de água e alimentos, a vida em confinamento, a violência do encontro dos soldados — ajuda a explicar alguns elementos que justificam o uso das narrativas reais de cercos como fonte prodigiosa para o estudo de sociedades e mentalidades.


Biiibibliografia

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ANDRADE, Francisco de. O primeiro cerco que os turcos puserão ha fortaleza d Diu nas partes da Índia. Coimbra, 1589.

BUESCU, Maria Leonor Carvalhão. "Os Lusíadas e o exotismo literário". In:Épica. Épicas. Épica camoniana: Lisboa, 1997.

CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. Edição comentada. Introdução de Gladstone Chaves de Melo. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1980.

CIDADE, Hernâni. A literatura portuguesa e a expansão ultramarina. Vol I. Coimbra: Armenio Amado Ed., 1963.

CORTE REAL, Jerônimo. Sucesso do Segundo Cerco de Diu. Estando Dom Joham Mazcarenhas por capitam da fortaleza. Anno de 1546. Fielmente copiado da Ediçam de 1574. Por Bento Jose de Sousa Farinha. Lisboa: na offic. de Simam Thaddeo Ferreira, 1784.

COUTINHO, Lopo de Sousa, "Livro primeiro do cerco que os turcos poseram a fortaliza de Diu", In: MACHADO, Diogo Barbosa (collegida por). Notícia dos cercos heroicamente sustentados pelos portuguezes nas quatro partes do mundo, Tomo 1, que comprehende o anno de 1538. Coimbra, 1556.

COUTO, Dejanirah. "A fortaleza de Baçaim". In: Oceanos. Fortalezas da Expansão Portuguesa. nº 28, Lisboa, out./nov. 1996, pp. 105-118.

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