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A viagem para o Brasil e a desintegração da «unidade telúrica» em Miguel Torga
 
Maria da Assunção F. Morais Monteiro
Doutorada em Literatura Portuguesa
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Vila Real — Portugal

Neste Congresso Internacional de Lusitanistas, realizado no Rio de Janeiro, em que um dos temas de trabalho é "O mar, a viagem, o encontro", vale a pena evocar Miguel Torga, um escritor português de verdadeiro nome Adolfo Rocha, nascido na aldeia de S. Martinho de Anta,1 perto de Vila Real, em Trás-os-Montes e que emigrou para o Brasil na adolescência.

Pertencendo a uma família de parcos recursos económicos, após o exame da 4ª classe não teve possibilidades de continuar a estudar. Na sua autobiografia romanceada A Criação do Mundo — os dois primeiros dias, Torga refere o diálogo do Pai com o professor da escola primária, o senhor Botelho, acerca do prosseguimento dos estudos no liceu da vila. Salienta as palavras daquele relativamente à impossibilidade de o fazer, deixando em aberto apenas a ida para o seminário, se conseguisse estudar gratuitamente ou pagando pouco. Entretanto a mãe pediu a uns senhores da terra um emprego para o filho, num escritório no Porto, mas este acabou por ir trabalhar como criado em casa deles, naquela cidade. Depois desta experiência foi para o seminário de Lamego, que frequentou apenas durante um ano.

Em A Criação do Mundo — os dois primeiros dias, explica que, constatando que não queria ser padre, acabou por dizê-lo ao pai:

Quase no fim das férias, declarei a meu Pai que não queria ser padre.

Quando tal ouviu, a primeira coisa que fez foi correr à porta a ver se alguém passava que tivesse ouvido a blasfémia. Depois, mandou-me calar, acrescentando que me partia a cara se eu continuasse a dizer baboseiras.

— Pedaço de asno! — concluiu. — A gente a querer tirá-lo da miséria, e ele a agradecer desta maneira!2

Após o abandono do seminário, foi em busca de melhores condições de vida como emigrante para o Brasil (com apenas treze anos), tal como sucedeu a tantos outros jovens de que a Literatura Portuguesa é um reflexo, através do tipo social do brasileiro torna-viagem, ou, simplesmente designado como o brasileiro.

Em português, este vocábulo é geralmente usado como um adjectivo, significando referente ou pertencente ao Brasil, que nasceu neste país, ou se naturalizou brasileiro. Todavia, para além desta acepção, existe uma outra, aquela que nos interessa. Nesta segunda acepção, a palavra é um substantivo e designa o "português que, tendo morado no Brasil, retorna à pátria, levando ou não bens".3

Torga, então ainda Adolfo Rocha, viveu e trabalhou no Brasil, na fazenda de um tio, mas também estudou e frequentou o Ginásio Leopoldinense, designado por Ginásio Ribeirense em A Criação do Mundo — os dois primeiros dias. De regresso a Portugal, com o apoio do tio, continuou a estudar. Concluiu o sétimo ano do Liceu em três anos, estudou Medicina e acabou por formar-se em 1933 pela Universidade de Coimbra.

Adolfo Rocha, como algumas personagens ficcionais, vivenciou a emigração e, como muitas dessas figuras, voltou a Portugal, só que em circunstâncias diferentes das habituais, visto que regressou com alguns estudos feitos e pôde continuar a estudar.

Na Literatura Portuguesa encontramos figuras de emigrantes que foram para o Brasil e que vieram ricas. Podemos citar, a título de exemplo, algumas personagens de obras de Camilo Castelo Branco como Feliciano Rodrigues d'A Brasileira de Prazins, Bento, irmão de Felícia, em Eusébio Macário, ou o Comendador Pinho d'A Correspondência de Fradique Mendes de Eça de Queirós. Já no séc. XX, podemos referir a figura do Brasileiro Raimundo do conto com o mesmo nome (in Terra Ingrata) de João de Araújo Correia, autor transmontano-duriense do qual se comemora o centenário do nascimento, neste ano de 1999.

Há, porém, outras personagens que não tiveram êxito na sua tentativa de enriquecer e melhorar as condições de vida. Como exemplos, podemos apontar o que sucede no conto "O Filho", de Fialho de Almeida (in O País da Uvas), em que a Mãe vai à estação do comboio esperar o filho que vem do Brasil e fica a saber que ele morreu pelo caminho. Também no conto "Maria Lionça" (in Contos da Montanha) Miguel Torga, através de uma longa analepse feita após a morte da protagonista, mostra a vida de sofrimento de Maria Lionça, ao longo de anos sucessivos. Primeiro foi a ausência do marido, que emigrou para o Brasil e que acabou por regressar doente e quase a morrer; depois, foi o filho, que também saiu da aldeia, Galafura, e que também adoeceu. Foi ela própria que o foi buscar e o transportou consigo, morto, no comboio, para regressar e ser sepultado na sua terra.

A obra de Torga deixa transparecer as dificuldades da gente humilde transmontana e da sua própria família, já que ele mesmo se viu na necessidade de emigrar. Como referimos em trabalho anterior,4 o precoce e forçado abandono da sua aldeia e da região natal, numa fase da vida ainda em desenvolvimento da personalidade, deixou estigmas profundos no adolescente, tão profundos como se fossem gravados a "ferro em brasa". Numa conferência sobre «O Drama do Emigrante Português», proferida em 19 de Agosto de 1954, no Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, Torga fala dessas marcas profundas:

"Pronuncia-se aqui não um pobre escritor, mas um antigo emigrante. Um homem que aos treze anos embarcou também para a lonjura, e ficou marcado pelo ferro em brasa de cinco anos de ausência da sombra tutelar dos seus penates, e endemoninhado pela sedução duma terra tropical, onde até o pranto deita raízes. Um adulto que, replantado outra vez na sua courela original, ama devotamente o Brasil onde a sua infância infeliz acabou e a sua juventude atormentada começou".5

Nesta citação, para além das marcas deixadas pela partida, constata-se que também a nova terra o seduziu e, através de uma metáfora muito sugestiva, Torga diz que ficou «endemoninhado pela sedução duma terra tropical», o que revela a força que aquela terra exerceu sobre ele.

Tendo em conta as palavras do próprio Torga, facilmente se tira a ilação de que a partida do jovem Adolfo Rocha para o Brasil constituiu um «abalo anímico», foi um «safanão emotivo», ao ver-se obrigado a deixar o seu lar em busca de uma vida melhor:

Quem nunca se sentiu a mais na própria terra, a pontos de ser obrigado a deixá-la e a procurar na distância o calor que ela lhe nega, mal pode compreender o que significa esse golpe de consciência, essa vergastada no amor-próprio, esse sentimento dorido de todo o filho segregado do lar materno. [...] Mas não fica por aqui o abalo anímico, a gravidade do safanão emotivo.6

Aquele «rapazinho de treze anos», desenraizado da aldeia e afastado da família, criou raízes na nova terra onde passou a viver. Mais tarde, Torga mostra até que ponto a realidade brasileira o influenciou, até que ponto se apegou a essa realidade, aquela que passou a fazer parte da sua adolescência, identificando elementos da nova paisagem com outros da anterior. Em carta a Ribeiro Couto, escreve:

"E lá cheguei finalmente ao Rio.

Creio que nunca te fiz uma confidência que respeitarás: o Rio é o meu S. Martinho de Anta da outra margem. O Pão de Açúcar que o assinala foi o negrilho de pedra que na infância ali me recebeu. De tal modo lhes quero e me sinto bem naquelas ruas, que uma igrejinha barroca interrompe ou um penedo ruraliza, que saltei na praça Mauá como se me apeasse no Eirô que me viu nascer."7

Torga, que sentiu na pele o sofrimento provocado pelo afastamento do lar paterno e pela permanência num país longínquo, soube traduzir a dor daquele que emigra para terras distantes. Por isso na conferência sobre «O Drama do Emigrante Português», que já referimos anteriormente, fala do sofrimento provocado pelo afastamento, aludindo ao «lancinante» «mal da lonjura» e ao «trágico dilema duma insatisfação agónica» que resulta dum desejo de ficar e dum desejo de regressar. Só que «regressar é despertar do sonho, é voltar as costas ao Sésamo real; ficar é prolongar o martírio». Por isso, consciente do desequilíbrio a que o espírito está sujeito, considera que desde a primeira hora está «fendido ao meio, fracturado como um cristal agredido por um golpe de vento cruel». E vai mais longe, ao falar de «qualquer coisa de estilhaçado que grita pela unidade, e que não pode, por mais que queira, encontrar a paz dum só lar, dum só gosto, duma só enxada».

A importância da terra, a influência que esta exerce sobre o indivíduo, o telurismo no sentido de «influência da natureza dos terrenos [...] nos habitantes, quanto à sua constituição, tipo morfológico, usos e costumes, doenças, etc.»8 são bem expressos por Torga, quando este fala de gravação nos cromossomas, o que metaforicamente remete para a influência da terra na maneira de ser e de agir do indivíduo. Assim, neste caso a propósito de S. Martinho de Anta, Torga escreve:

Não tenho fronteiras espirituais, mas trago gravados nos cromossomas os marcos da minha freguesia e a fisionomia dos meus conterrâneos.9

Note-se que também a influência da terra brasileira se faz sentir nos Portugueses que nela viveram. Torga é bem claro quando, nas palavras a José Lins do Rego, em 1951, a propósito da realidade brasileira, diz que nós lhe conhecemos os recantos, «porque temos o negativo dela gravado nos cromossomas»10 e o nós de quem se fala são forçosamente os que lá viveram.

A permanência no Brasil durante cinco anos originou o que Torga chamou a desintegração da sua «unidade telúrica». No entanto, parece-nos importante levantar a questão de se tratar ou não de desintegração da «unidade telúrica», já que a obra torguiana documenta que houve uma assimilação da nova realidade, a natureza do novo país influenciou também o adolescente que a ele aportou. Esta influência é ilustrada de forma inequívoca em Traço de União :

A terra nativa lá continuava a acenar. Mas a alma dele ia-se dividindo, repartida entre o passado e o presente, escanchada sobre o oceano. O Novo Mundo era agora uma nova pátria embutida nos sentidos. Nada de raciocinado, de construído, de voluntário. Assimilação apenas. Impregnação indelével de tatuagem. Vacina que pega e que, mesmo quando a imunização acaba, deixa uma marca na pele.11

Após o regresso a Portugal, passam a existir outras marcas, outras sensações, consequências de quem se viu arrancado do ninho e, quando regressa já não se sente o mesmo. É, assim, estabelecido um contraste entre o «então» e o «agora», isto é, entre o passado e o presente:

Então, uma pobre e tenra criatura, modelada por hábitos estratificados, rituais, abruptamente arrancada do ninho, e posta em face de outras paisagens, doutros costumes, doutras noções; agora, esse mesmo ser humano, que aumentou o seu pecúlio de experiências, que alargou os seus horizontes espirituais, a lutar dentro da antiga pele onde já não cabe.

Ah, como eu gostaria de estremar o recheio da memória [...] e sentir reduzida a um só vector a disparidade de forças que me atravessam!12

Estas palavras de um antigo emigrante revelam o dualismo interior e o sofrimento que o mesmo provoca, conforme se pode constatar logo a seguir, no mesmo texto, onde Torga fala da desintegração da unidade telúrica, a confusão e mistura de elementos que pertencem ao velho Continente e ao Novo Mundo:

Confundo no mesmo espanto a Ursa Maior e o Cruzeiro do Sul, a flor do ipé e a do rosmaninho, a água do Doiro e a do Paraíba. Misturo tudo. E esse dualismo interior mortifica-me o coração. Torna-me inseguro e vulnerável. A minha unidade telúrica desintegrou-se. E convivem na mesma carcaça dois seres opostos. Um, europeu, de medidas greco-latinas; outro, americano, anárquico e transbordante.13

A dualidade de sentimentos leva, segundo escreve no mesmo texto, a «gemer por Portugal no Brasil, e pelo Brasil em Portugal", a «ougar num por alheiras, e no outro por feijão preto», a «trazer o corpo e o espírito neste vaivém de grávida com desejos».

Numa outra passagem, falando do emigrante, Torga, de forma bastante dura e reflectindo a própria dureza da experiência do que se passou com Adolfo Rocha, escreve: o «pacóvio que retorna ou o vizinho que, maltratado pela fortuna, lá fica pelos sertões a mourejar, é um ser bifronte, a olhar perpetuamente em duas direcções opostas, perplexo, ansioso por partir e regressar no mesmo instante, a chupar mangas e a desejar cerejas no paladar».

Também no Diário VII,14 Torga recorda o passado e revela a dualidade a que está sujeito:

Guanabara, 6 de Agosto de 1954 — Nem sei o que sinto. Recordo-me no cais, criança, a tactear confuso a penumbra do passado, e vejo-me adulto, aqui no convés do barco a receber em cheio o sol do presente.

No final desse registo, Torga questiona-se acerca da possibilidade de juntar as duas metades da sua vida (« Como poderei juntar as duas metades da minha vida?»).

Torga tem duas vivências do Novo Mundo, como escreveu em "A América vista pela Europa":15 «uma como intelectual e outra infiltrada no sangue». Esta última é resultante da sua condição de antigo emigrante que permaneceu cinco anos no Brasil, uma vivência que, segundo Torga, «é certamente subscrita por quantos tenham uma experiência análoga e não pensam a América, mas se encorporam nela sem deixarem de ser Europeus».

Numa nota diarística de 9 de Setembro de 1990, Torga mostra como o destino lhe baralhou a condição, afastando-o de S. Martinho de Anta e da casa paterna:

Plantou-me aqui e arrancou-me daqui. E nunca mais as raízes me seguraram bem em nenhuma terra.16

Numa entrada datada de Coimbra, 18 de Abril [de 1950], Torga a propósito de uma visita de alguém vindo do Brasil, revela a importância daquele país novo, onde ele também teria coisas novas para dizer. Então é levado a afirmar: «Foi o diabo eu não ter ficado naquela grande terra! Ali, entre gente nova e virgem, é que eu tinha coisas para dizer!»17

E, na carta a Ribeiro Couto,18 refere-se ao Brasil como um «virginal e maravilhoso país onde vale a pena ser poeta: há lá muito que cantar».

A perspectiva que Torga tem deste país é diferente da do Portugal em geral, já que, segundo ele,19 Portugal tem uma imagem do Brasil que permanece fiel à imagem quinhentista, aquela que resultou da descoberta de Pedro Álvares Cabral, isto é, como «qualquer coisa de muito grande e muito distante, tórrido e rico, para onde se desterra a esperança em último recurso». Não deixa de dizer que poucos o consideram uma «incomensurável pátria moderna, sem pergaminhos do passado mas com alvarás do futuro».

Durante um almoço oferecido a José Lins do Rego, em 1951, em Coimbra,20 Torga refere a necessidade mútua de ambos os países se conhecerem melhor pois, segundo ele, «assim como o Brasil nos desconhece, desconhecemos nós o Brasil»; do lado português, «porque ficámos fiéis à imagem burocrática de uma colónia, fugiu-nos a fisionomia de uma pátria nascente» e, do lado do Brasil, «porque ficou fiel à imagem dominadora da metrópole, esfumou-se-lhe o perfil de uma pátria materna».

Portugal e Brasil necessitam, pois, de se conhecer melhor e, segundo Torga, poderiam fazer um intercâmbio: o Brasil dar a Portugal «um pouco da sua juventude, da sua confiança, da sua impetuosidade social», enquanto Portugal poderia ensinar-lhe «o segredo da medida, o comedimento da experiência, a receita de alguns valores que o progresso espezinha, na cegueira mecânica de chegar depressa».21

Portugal e o Brasil, na sua maneira de ver,22 são dois países vivos, desiguais, independentes e ambos «terão pelos séculos dos séculos a alegre penitência de estarem continuamente presentes na mente um do outro».

É a recordação que lhe ficou do Brasil, na adolescência, um país diferente do seu, cheio de vida, apesar do trabalho duro e dos momentos difíceis passados, e, simultaneamente, a lembança dos momentos agradáveis e de prazer que lá vivenciou na idade adulta, que faz com que Torga não tenha esquecido este país.

Se a força da terra transmontana lhe deixou marcas profundas, na infância e no início da adolescência, proporcionando uma formação que ficou gravada para toda a vida, a força da terra brasileira acrescentou essa formação e deu-lhe novos pontos de referência, deixando também as suas marcas: «a aldeia da alta lombada onde nasceu e o rancho seratanejo onde morou são estremas dos sete palmos da sua humanidade. Vivo, será sempre desses dois pólos; morto, terá o cadáver ausente de um deles».23

No mesmo ser juntam-se dois telurismos, um constituído pela força da terra portuguesa, mais precisamente, transmontana, e o outro o da natureza brasileira. Na nossa perspectiva, em vez de se falar de «desintegração da unidade telúrica», deve-se antes falar de unidade resultante de uma confluência telúrica. Não houve uma perda ou uma desintegração, antes uma influência de duas naturezas diferentes sobre o mesmo indivíduo, marcando metaforicamente os seus cromossomas, infiltrando-se no seu sangue.

As duas naturezas, a transmontana e a do Brasil, em confluência telúrica, marcaram profundamente Miguel Torga e fizeram com que hoje possamos afirmar:

Miguel Torga é um transmontano-brasileiro de coração.


Notas

1. Em Maio de 1999 foi votada na Assembleia da República a elevação de S. Martinho de Anta a vila.

2. Miguel Torga, A Criação do Mundo — os dois primeiros dias, Coimbra, Edição do Autor, 1969, 4ª edição refundida, p. 101.

3. Cf. José Pedro Machado (coordenação), Grande Dicionário da Língua Portuguesa, Lisboa, Amigos do Livro Editores, 1981, Volume II, p. 410.

4. Assunção Morais Monteiro, "Trás-os-Montes: um paraíso perdido e reencontrado por Torga", Estudos Transmontanos e Durienses 7 (Vila Real, Arquivo Distrital de Vila Real, 1997) 167-184.

5. Miguel Torga, "O Drama do Emigrante Português", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 99-119.

6. Idem, ibidem.

7. Miguel Torga, "Carta a Ribeiro Couto", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 145-157.

8. José Pedro Machado (coord.), Grande Dicionário da Língua Portuguesa,, Lisboa, Amigos do Livro Editores, 1981, Volume XI, p. 539.

9. in Diário XVI, Coimbra, Edição do Autor, 1993, p. 135.

10. Miguel Torga, "Palavras a José Lins do Rego", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 29-35.

11. "A América vista pela Europa" in Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 37-48.

12. Miguel Torga, "O Drama do Emigrante Português", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 99-119.

13. Idem, ibidem.

14. Cf. Diário VII, Coimbra, Ed. do Autor, 3ª edição revista, 1983, p. 118-119.

15. "A América vista pela Europa" in Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 37-48.

16. in Diário XVI, Coimbra, Edição do Autor, 1993, p. 32.

17. Miguel Torga, Diário V, Coimbra, Ed. do Autor, 3ª edição revista, 1974, p. 83.

18. Miguel Torga, "Carta a Ribeiro Couto", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 143-157.

19. Veja-se Miguel Torga, "O Brasil", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 9- 27.

20. Miguel Torga, "Palavras a José Lins do Rego", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 29-35.

21. Miguel Torga, "O Brasil", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 9- 27.

22. Miguel Torga, "Palavras a José Lins do Rego", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 29-35.

23. Miguel Torga, "O Drama do Emigrante Português", Traço de União, Coimbra, Ed. do Autor, 1969, 2ª edição revista, p. 99-119.